Insuficiência Venosa Crônica: Sintomas, Tratamentos e Riscos de Complicações Graves
Insuficiência Venosa: Sintomas, Tratamentos e Riscos

Insuficiência Venosa Crônica: Um Problema Circulatório que Atinge Milhões de Brasileiros

Pernas pesadas, inchaço ao final do dia e varizes visíveis podem ser sinais de um problema circulatório sério que, sem tratamento adequado, pode evoluir para complicações graves. A insuficiência venosa crônica (IVC) é uma condição em que as veias das pernas perdem a capacidade de transportar o sangue de volta ao coração com eficiência. O mecanismo que falha são as válvulas venosas, estruturas em forma de comporta que impedem o refluxo sanguíneo. Quando essas válvulas passam a falhar com frequência, o sangue se acumula nas extremidades inferiores, aumentando a pressão dentro dos vasos e desencadeando uma cascata de danos teciduais.

Prevalência e Dados Alarmantes no Brasil

Dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) estimam que cerca de 40% a 60% dos adultos brasileiros convivem com algum grau de doença venosa. Esses números são ainda mais críticos quando analisamos as internações. Foram pelo menos 425 mil internações entre janeiro de 2012 e maio de 2022, o que equivale a 113 pessoas internadas na rede pública diariamente. A condição é mais prevalente em mulheres, em pessoas com histórico familiar positivo, naquelas que passam muitas horas em pé ou sentadas e em indivíduos com sobrepeso.

Sintomas e Evolução da Doença

Os sintomas iniciais são sutis e incluem:

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  • Sensação de peso nas pernas
  • Cansaço ao final do dia
  • Inchaço nos tornozelos
  • Câimbras noturnas

Com o avanço da doença, surgem as varizes, alterações na coloração da pele, como manchas acastanhadas e, nos estágios mais graves, úlceras venosas de difícil cicatrização.

Riscos Reais e Complicações Potenciais

Em casos em que a doença evolui sem diagnóstico ou tratamento adequado, os riscos são altos. A complicação mais temida é a trombose venosa profunda (TVP), condição em que coágulos se formam nas veias profundas da perna. Segundo o Journal of Vascular Surgery, pacientes com insuficiência venosa crônica têm risco significativamente aumentado de desenvolver TVP em comparação à população geral. O perigo máximo ocorre quando um fragmento desse coágulo se desprende e migra para os pulmões, causando a embolia pulmonar, um evento potencialmente fatal.

Além da TVP, a insuficiência venosa crônica avançada está associada a infecções bacterianas graves derivadas de úlceras abertas, celulite extensiva e, em casos raros, sepse. Um estudo publicado no Jornal Vascular Brasileiro reforça que a mortalidade relacionada à doença venosa é subestimada, pois muitas mortes por embolia pulmonar não têm a IVC registrada como causa de base nos atestados de óbito.

Classificação da Doença: Sistema CEAP

O sistema CEAP (Clínica, Etiologia, Anatomia e Fisiopatologia) é o padrão internacional para identificar a insuficiência venosa. Ele vai de C0, quando não há sinais visíveis, mas há sintomas, até C6, estágio de úlcera ativa. Os estágios C4 e C5 já envolvem lesões cutâneas sérias, e o C6 exige tratamento multidisciplinar urgente. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maior a chance de o paciente permanecer nos estágios iniciais da classificação.

Tratamentos Disponíveis e Acompanhamento Contínuo

O tratamento da insuficiência venosa é escalonado conforme a gravidade. Medidas conservadoras formam a base em qualquer estágio:

  • Meias de compressão graduada
  • Elevação dos membros inferiores
  • Prática regular de caminhada
  • Controle do peso corporal

Do ponto de vista farmacológico, os flebotônicos (também chamados de venoativos ou antivaricosos) são amplamente utilizados para reduzir sintomas como dor, peso e inchaço. Uma revisão publicada na revista Pubmed concluiu que flebotônicos reduzem de forma significativa o edema e a dor em pacientes com IVC em estágios iniciais e intermediários. Para quem busca facilidade e rapidez no acesso a medicamentos e produtos de suporte, a farmácia online da Drogal oferece entrega em casa com portfólio completo para cuidados circulatórios.

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Nos casos de maior gravidade, os procedimentos intervencionistas entram em cena, incluindo cirurgias com a remoção das varizes. A escolha do método depende da condição de cada paciente e deve ser definida pelo cirurgião vascular após avaliação com ultrassom.

Sinais de Alerta e Quando Procurar um Médico

Existem sinais de alerta que exigem avaliação médica urgente e não devem ser ignorados:

  1. Dor súbita, vermelhidão e calor em uma das pernas, especialmente com inchaço assimétrico (suspeita de TVP)
  2. Falta de ar repentina, dor no peito ou tosse com sangue após um período de imobilidade prolongada (suspeita de embolia pulmonar)
  3. Ferida na perna que não cicatriza em duas semanas
  4. Sangramento de variz, mesmo que aparentemente pequeno

Fora das urgências, a recomendação é procurar um angiologista ou cirurgião vascular ao primeiro sinal persistente de peso ou inchaço nas pernas, ainda que as varizes não sejam visíveis. O diagnóstico precoce é a intervenção de maior custo-benefício no manejo da insuficiência venosa crônica.