Clínica em Salvador abre vagas para estudo que pode reduzir tratamento da hanseníase pela metade
A Clínica IBIS, localizada em Salvador, está recrutando voluntários para um estudo clínico inovador que avalia uma nova estratégia terapêutica para a hanseníase. A pesquisa tem o potencial de reduzir pela metade o tempo de tratamento da doença, que atualmente é estimado em cerca de um ano.
Detalhes do estudo e critérios de participação
O estudo tem como objetivo principal comparar a eficácia e a segurança de um novo esquema medicamentoso com o protocolo padrão recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Podem participar voluntários com 15 anos ou mais que tenham diagnóstico de hanseníase na forma multibacilar. A inclusão dos participantes está sujeita à avaliação dos critérios de elegibilidade definidos pelo protocolo da pesquisa.
Os participantes selecionados terão acesso gratuito a:
- Acompanhamento com equipe multiprofissional especializada
- Exames laboratoriais necessários para o monitoramento
- Medicações ao longo de todo o período do estudo
Recrutamento e contato
O recrutamento de voluntários segue aberto e deve continuar até o segundo semestre de 2026. Interessados em participar podem entrar em contato com a equipe da clínica através dos seguintes canais:
- E-mail: pesquisa@clinicaibis.com.br
- WhatsApp: (71) 99132-9101
Contexto da hanseníase no Brasil
A hanseníase é uma doença infectocontagiosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae. A doença afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo causar incapacidades físicas permanentes, úlceras plantares e lesões oculares quando não tratada adequadamente.
De acordo com o Boletim Epidemiológico da Hanseníase publicado pelo Ministério da Saúde em 2026, foram notificados 22.129 casos novos da doença no Brasil em 2024. Desses casos, um dado preocupante revela que 36,5% dos pacientes já apresentavam grau 1 de incapacidade física no momento do diagnóstico, caracterizado pela diminuição ou perda da sensibilidade nas mãos, pés ou olhos.
Especialistas destacam que, em casos de diagnóstico e tratamento precoces, os efeitos permanentes da doença podem ser evitados. Por isso, estudos como o realizado pela Clínica IBIS são considerados fundamentais para avançar no combate a esta doença que ainda representa um desafio significativo para a saúde pública brasileira.



