STF tem três votos para derrubar lei de Santa Catarina que proíbe cotas raciais
STF tem três votos contra lei de SC que proíbe cotas raciais

STF inicia julgamento com três votos contra lei de Santa Catarina que proíbe cotas raciais

O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou nesta sexta-feira, 10 de abril de 2026, um placar inicial de 3 votos a 0 para derrubar a lei de Santa Catarina que proibiu a reserva de cotas raciais para ingresso de estudantes em instituições de ensino que recebem verbas públicas do estado. O julgamento virtual, que começou nesta data, analisa ações que pedem o reconhecimento da inconstitucionalidade da norma, com a participação de onze ministros no total.

Votos favoráveis à inconstitucionalidade

Além do relator, o ministro Gilmar Mendes, os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes se manifestaram pela inconstitucionalidade da lei. O julgamento prossegue até a próxima sexta-feira, 17 de abril, quando mais sete ministros devem votar, definindo o destino final da controvérsia jurídica.

Ações protocoladas por partidos e entidades

O plenário virtual do STF julga ações protocoladas pelo PSOL, PT, PCdoB e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que buscam considerar a lei inconstitucional. A Lei 19.722 de 2026, aprovada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina e sancionada pelo governador Jorginho Mello (PL), permite a reserva de vagas somente para pessoas com deficiência, alunos oriundos de escolas públicas ou com base em critérios exclusivamente econômicos, excluindo explicitamente as cotas raciais.

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Contexto e implicações da decisão

Esta lei, sancionada pelo governador bolsonarista Jorginho Mello, tem gerado debates intensos sobre igualdade racial e acesso à educação no Brasil. A decisão do STF, ao final do julgamento, poderá estabelecer um precedente importante para políticas de ação afirmativa em todo o país, reforçando ou não a constitucionalidade de medidas que visam combater desigualdades históricas.

O caso destaca a tensão entre autonomia estadual e diretrizes constitucionais federais, com potencial impacto em milhares de estudantes catarinenses e na discussão nacional sobre inclusão social. Acompanhe as atualizações até o encerramento do julgamento na próxima semana.

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