Moraes amplia proibição de drones para 1 km da casa de Bolsonaro em Brasília
Moraes proíbe drones a 1 km da casa de Bolsonaro

Restrição de drones na casa de Bolsonaro é ampliada para um quilômetro por decisão de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira, 2 de maio, a ampliação da área de restrição de voos de drones nas proximidades da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, localizada no condomínio Solar de Brasília, na capital federal. A decisão atendeu a um pedido formal da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e estabelece um raio de um quilômetro de proibição, substituindo a medida anterior, que limitava os voos a apenas 100 metros da residência.

Medida autoriza abate e apreensão de drones que violarem a restrição

Na decisão publicada, Moraes não apenas ampliou o perímetro de segurança, mas também autorizou expressamente que a PMDF abata e apreenda quaisquer drones que desrespeitarem a nova determinação. Além disso, os operadores desses equipamentos poderão ser presos em flagrante, reforçando o caráter rigoroso da medida protetiva. O ministro justificou a ampliação com base em uma análise técnica conduzida pelo Batalhão de Aviação Operacional (BavOp), que demonstrou a inadequação do raio anterior.

"O desenvolvimento tecnológico das aeronaves remotamente pilotadas possibilita a captação de imagens e dados em alta resolução a distâncias muito superiores, permitindo a observação minuciosa de ambientes privados e comprometendo a efetividade da medida protetiva", afirmou Alexandre de Moraes em sua decisão. A PMDF havia solicitado a alteração na quarta-feira, 1º de maio, por meio de um ofício assinado pelo comandante do 19º Batalhão, Allenson Nascimento Lopes, que também atua como subdiretor do Núcleo de Custódia da corporação.

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PMDF argumentou que evolução tecnológica exigia ampliação do perímetro

No documento enviado ao STF, a Polícia Militar destacou que o raio de 100 metros, estabelecido inicialmente no sábado, 28 de abril, era insuficiente para garantir a plena eficácia da medida protetiva. A corporação ressaltou que a evolução tecnológica dos drones permite, atualmente, a captação de imagens e dados com elevada resolução e alcance, inclusive a distâncias significativamente superiores ao limite anteriormente fixado.

"A sugestão busca o aperfeiçoamento técnico-operacional, com vistas a assegurar maior efetividade à tutela já estabelecida por essa Corte", explicou a PMDF em seu ofício. A ampliação para um quilômetro visa, portanto, adaptar as medidas de segurança aos avanços tecnológicos, garantindo que a privacidade e a integridade do local sejam preservadas de forma mais robusta.

Contexto da prisão domiciliar de Bolsonaro e antecedentes judiciais

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar na residência do condomínio Solar de Brasília desde 27 de março, quando deixou o Hospital DF Star após uma decisão de Moraes que autorizou o regime domiciliar de cumprimento de pena por 90 dias, devido às condições de saúde do ex-presidente. Antes disso, ele estava detido na Papudinha, unidade prisional na capital federal.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe, um marco significativo em seu processo judicial. A medida de restrição de drones integra um conjunto de ações de segurança implementadas para assegurar o cumprimento da pena em regime domiciliar, evitando interferências externas e possíveis violações de privacidade.

O condomínio onde o ex-presidente reside emitiu uma nota aos moradores alertando sobre a presença de policiais e a necessidade de evitar transtornos, refletindo o impacto local das medidas de segurança. A decisão de Moraes reforça o papel do Judiciário em adaptar as proteções legais às realidades tecnológicas contemporâneas, assegurando que as determinações judiciais mantenham sua eficácia em um cenário de constantes inovações.

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