Barroso defende separar juízo sobre ministros do STF do papel institucional
Barroso: separar juízo sobre ministros do STF do papel da Corte

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou na manhã deste sábado (23) que é preciso separar o juízo que se faz de ministros da Corte do papel institucional do tribunal. A declaração foi dada a jornalistas após sua participação em um evento do grupo Esfera, realizado no Guarujá (SP).

Referência a revelações sobre o Banco Master

Embora não tenha citado nominalmente ex-colegas, Barroso fez referência às recentes revelações divulgadas pela imprensa sobre o Banco Master e os laços entre a instituição financeira e os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O ex-ministro questionou: “Tem alguma decisão do Supremo favorecendo o Banco Master? Não que eu saiba”. E completou: “Não aconteceu nada errado em decisões do Supremo nessa matéria ou em qualquer outra.”

Defesa da imagem do STF

Barroso, que deixou o STF em outubro de 2025, enfatizou a necessidade de “não se deixar contaminar por um episódio ou outro” e assegurou que o papel da Corte “não foi minimamente abalado”. Ele reconheceu que “há um conjunto de fatos que levaram a uma percepção negativa”, mas ponderou que é “preciso não pré-julgar e esperar que as investigações terminem”.

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Código de ética no STF

Questionado sobre a possibilidade de um código de ética para o STF, tema que divide opiniões entre os ministros, Barroso classificou a ideia como “boa e importante”, mas ressaltou que é necessário discutir como materializá-la de forma eficaz.

A repórter viajou ao Guarujá (SP) a convite do grupo Esfera.

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