Alcolumbre não aplaude Messias em posse de Nunes Marques no TSE
Alcolumbre não aplaude Messias na posse de Nunes Marques

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não bateu palmas para o advogado-geral da União, Jorge Messias, durante a posse do ministro Nunes Marques como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O gesto ocorre em meio a um clima de tensão entre o Legislativo e o Executivo, após o Senado recusar, há duas semanas, o nome do AGU indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o assento vago no Supremo Tribunal Federal (STF), decorrente da aposentadoria de Luís Roberto Barroso em outubro do ano passado.

Foi a primeira vez que a Casa Alta desaprovou um nome indicado pelo Poder Executivo desde 1894, o que gerou repercussão política. O episódio ocorreu durante o discurso de Beto Simonetti, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que cumprimentava alguns dos presentes e citou o indicado de Lula. "Cumprimento especialmente a advocacia brasileira na pessoa de um querido amigo, que é o advogado-geral da União, Jorge Messias. Receba os cumprimentos da advocacia brasileira", disse Simonetti. Em seguida, houve uma pausa para os aplausos do público, mas Alcolumbre permaneceu imóvel.

Além de Alcolumbre, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do STF, Edson Fachin, também optaram por não se manifestar. Lula, por sua vez, bateu palmas brevemente. O "climão" entre Alcolumbre e Lula, que sentaram lado a lado na mesa durante a sessão, ficou evidente para os presentes. Os líderes do Executivo e do Senado evitaram trocar olhares e não conversaram. Nunes Marques, empossado, sentou do outro lado do presidente Lula.

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O gesto de Alcolumbre é interpretado como uma demonstração de insatisfação com a indicação de Messias, que foi rejeitada pelo Senado. A situação reforça o distanciamento entre o governo Lula e o Congresso Nacional, especialmente após a rejeição histórica. Analistas políticos apontam que o episódio pode agravar as relações institucionais entre os Poderes, exigindo maior diálogo para superar divergências.

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