Em uma escalada de tensões transatlânticas, a União Europeia está considerando medidas de retaliação econômica contra os Estados Unidos. A reação vem como resposta às ameaças recentes do presidente norte-americano, Donald Trump, em relação à Groenlândia.
Medidas de Retaliação em Discussão
Segundo informações, os países do bloco europeu avaliam impor tarifas de aproximadamente 93 milhões de euros, o equivalente a cerca de 580 milhões de reais, sobre produtos norte-americanos. Além disso, outra opção que está sobre a mesa é restringir o acesso de empresas dos EUA ao mercado europeu.
Essas possíveis sanções são uma resposta direta à ameaça de Trump de impor tarifas de 10% – com possibilidade de aumento para 25% a partir de junho de 2026 – contra oito nações: Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia.
O Cerne do Conflito: A Groenlândia
A motivação por trás da ameaça tarifária de Trump é a oposição desses países à compra da Groenlândia pelos Estados Unidos. Desde o início de seu segundo mandato, o presidente norte-americano tem ameaçado anexar o território ártico, argumentando que ele é vital para a construção do Domo de Ouro, um escudo antimísseis que ele pretende erguer para proteger os EUA.
Em um claro gesto de apoio à Groenlândia, os países europeus anunciaram que vão fortalecer a segurança na ilha do Ártico. Em comunicado, reforçaram seu compromisso com a defesa da ilha semiautônoma, que pertence à Dinamarca. "Como membros da Otan, estamos empenhados em fortalecer a segurança do Ártico como um interesse transatlântico comum", declararam.
Resposta Militar Imediata
A resposta europeia não se limitou à retórica. Durante a semana de 18 de janeiro de 2026, países como Alemanha, França e Reino Unido, a pedido do governo dinamarquês, já haviam enviado pequenos grupos de militares à Groenlândia. A medida demonstra a seriedade com que as nações europeias encaram as ameaças de Trump e seu compromisso de proteger a soberania dinamarquesa sobre o território.
As lideranças da União Europeia buscam agora uma resposta conjunta e firme para desencorajar novas investidas do presidente norte-americano. A situação coloca em risco a já delicada relação comercial entre os dois blocos econômicos e introduz um novo ponto de discórdia geopolítica no Ártico, uma região de crescente importância estratégica.