Trump indica avanço nas relações com Cuba, mas coloca Irã como prioridade nas negociações
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou no domingo, 15 de março de 2026, que os EUA podem chegar a um acordo com Cuba em um futuro próximo, embora tenha enfatizado que o Irã será tratado antes nas negociações. As afirmações foram feitas durante uma conversa com repórteres a bordo do Air Force One, em um voo de retorno a Washington, sinalizando possíveis mudanças na relação historicamente tensa entre os dois países.
Diálogo em meio a tensões e crise econômica
Os comentários de Trump ocorrem em um contexto de elevadas tensões entre Washington e Havana, marcadas por anos de sanções, atritos diplomáticos e disputas sobre migração e segurança. Enquanto isso, aliados regionais e investidores observam atentamente qualquer sinal de alteração na política externa americana.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, havia anunciado na sexta-feira, 13 de março, que o país iniciou conversas com os Estados Unidos. A ilha enfrenta uma das crises econômicas mais graves das últimas décadas, agravada por interrupções no fornecimento de petróleo importado, essencial para operar usinas de energia e redes de transporte.
- A escassez de combustível obrigou as autoridades cubanas a impor apagões rotativos em todo o território.
- Serviços públicos foram limitados devido à crise energética.
- Díaz-Canel expressou esperança de que as negociações afastem os dois rivais históricos "do caminho da confrontação".
Declarações recentes e desafios nas negociações
Nas últimas semanas, Trump fez uma série de declarações sobre Cuba, sugerindo que o país estaria à beira do colapso ou ansioso para fechar um acordo com os Estados Unidos. Em uma ocasião, ele mencionou que Cuba poderia estar sujeita a uma "tomada amigável", mas logo emendou: "talvez não seja uma tomada amigável".
Apesar do contato renovado, permanecem diferenças significativas entre os governos dos dois países. Autoridades americanas indicaram que qualquer alívio da pressão sobre Cuba provavelmente dependerá de concessões políticas e econômicas por parte de Havana. Por outro lado, líderes cubanos insistem que as negociações devem respeitar a independência da ilha.
- Trump afirmou: "Cuba também quer fazer um acordo, e acho que muito em breve vamos fazer um acordo ou fazer o que tivermos que fazer".
- Ele destacou: "Estamos conversando com Cuba, mas vamos tratar do Irã antes de Cuba".
- As negociações têm como objetivo buscar soluções para as diferenças bilaterais, conforme explicado por Díaz-Canel.
O cenário atual reflete um momento delicado nas relações internacionais, com a crise econômica cubana servindo como pano de fundo para as discussões. Enquanto Trump sinaliza abertura para um acordo, a priorização do Irã nas negociações e as condições impostas por ambos os lados indicam que o caminho para uma reaproximação ainda enfrenta obstáculos consideráveis.
