Trump rejeita vínculos com Epstein e ataca esquerda em meio a novos documentos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou publicamente nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, qualquer amizade com o financista Jeffrey Epstein, acusando a esquerda radical de conspirar para prejudicá-lo politicamente. A declaração ocorre após a divulgação de centenas de milhares de documentos pelo Departamento de Justiça americano, ligados à investigação sobre a rede de exploração sexual operada por Epstein.
Acusações e ameaças de processos judiciais
Em publicação nas redes sociais, o republicano afirmou nunca ter visitado a ilha onde Epstein abusava de suas vítimas e ameaçou processar opositores que o conectaram ao caso. "Que bela demonstração da esperança da esquerda radical, alguns dos quais irei processar", declarou Trump, alertando sobre ações legais contra quem o acusou de ter ligações criminais com Epstein.
O presidente também criticou o autor Michael Wolff, chamando-o de "canalha", após e-mails divulgados mostrarem trocas de mensagens entre Wolff e Epstein sobre Trump. Em comunicação de fevereiro de 2016, Wolff sugeriu que Epstein poderia ser o "projétil" para acabar com a campanha presidencial de Trump.
Fotos antigas reacendem debate sobre laços
Imagens de arquivo obtidas pela CNN no ano passado confirmaram que Jeffrey Epstein esteve presente no casamento de Donald Trump com Marla Maples em 1993. Outras fotos, de um evento da Victoria's Secret em 1999, mostram Trump e Epstein rindo e conversando antes de um desfile em Nova York.
Quando questionado sobre as imagens do casamento, Trump respondeu com desdém, repetindo o termo "fake news" e minimizando a importância das evidências visuais.
Contexto do caso Epstein e divulgação de documentos
O caso integra uma nova leva de documentos divulgados na sexta-feira anterior, no âmbito da investigação sobre a rede de exploração sexual de Epstein. O financista, que fez fortuna no mercado financeiro, foi condenado por abusar sexualmente de menores e operava a partir de uma ilha particular nas Ilhas Virgens Americanas.
Epstein morreu em 2019 em uma prisão de Nova York, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores. De acordo com o vice-procurador-geral Todd Blanche, o material divulgado inclui:
- Milhares de documentos
- Mais de 2.000 vídeos
- Cerca de 180.000 imagens, muitas contendo pornografia comercial
Blanche afirmou que a Casa Branca não interferiu na liberação do material, garantindo transparência no processo. Documentos anteriores já haviam lançado luz sobre vínculos de Epstein com executivos, celebridades, acadêmicos e políticos, incluindo Trump e o ex-presidente Bill Clinton.
Repercussão política e teorias conspiratórias
Os democratas, que lideram o Comitê de Supervisão da Câmara dos Estados Unidos, acusam o governo Trump de reter documentos e retardar intencionalmente o processo de divulgação. Trump, por sua vez, prometeu durante a campanha liberar todos os documentos relacionados ao caso se retornasse à Casa Branca.
No entanto, a divulgação de janeiro gerou insatisfação, pois as informações já eram conhecidas publicamente. O presidente virou alvo de teorias conspiratórias dentro de sua base política MAGA, sugerindo que estaria em uma lista secreta de beneficiários do esquema de Epstein.
Apenas Ghislaine Maxwell, ex-companheira de Epstein, foi condenada no caso, cumprindo pena de 20 anos por recrutar menores. Os nomes de supostos "co-conspiradores" continuam tarjados nos documentos, mantendo o mistério sobre a extensão completa da rede.