Marco Rubio mantém diálogos secretos com neto de Raúl Castro sobre crise cubana
Rubio conversa com neto de Raúl Castro sobre futuro de Cuba

Diálogos sigilosos entre EUA e família Castro discutem destino de Cuba

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, tem conduzido conversas privadas com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-presidente cubano Raúl Castro, fora dos canais diplomáticos oficiais entre Washington e Havana. As informações foram reveladas pelo portal americano Axios nesta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, com base em fontes próximas às discussões.

Objetivo das conversas e posição cubana

Segundo um alto funcionário do governo americano ouvido pela publicação, o contato entre Rubio e o neto de Castro tem como foco principal debater o futuro político e econômico de Cuba. Quando questionado sobre essa interação, o governo cubano enviou uma declaração ao Axios afirmando que não existe diálogo formal entre os dois países, esclarecendo que houve apenas trocas de mensagens isoladas.

Raúl Castro, que liderou Cuba entre 2008 e 2018 após suceder seu irmão Fidel, continua sendo visto pelos Estados Unidos como uma figura central no poder cubano, mesmo após sua saída da presidência. Sua influência familiar permanece um ponto crucial nas relações bilaterais.

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Crise energética agrava situação humanitária na ilha

Os diálogos ocorrem em um contexto de grave crise energética e humanitária em Cuba, intensificada pela interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano. Essa suspensão aconteceu após forças americanas capturarem o presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026.

Desde então, a ilha enfrenta apagões prolongados e filas intermináveis por combustível. O governo do presidente americano Donald Trump ameaça aplicar tarifas a países que forneçam combustível ao regime cubano, classificado pela Casa Branca como uma "ameaça extraordinária" à segurança nacional dos Estados Unidos.

Ataques verbais e ajuda internacional

Nas últimas semanas, Trump voltou a criticar Havana, chamando o país de "nação falida". Apesar das ameaças, a comunidade internacional tem mobilizado esforços de assistência. Dois navios mexicanos foram enviados a Havana carregando mais de 800 toneladas de ajuda humanitária, enquanto o governo da Espanha anunciou o envio de alimentos e medicamentos.

ONU alerta para risco de colapso humanitário

No início de fevereiro, a Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu um alerta sobre a rápida deterioração das condições em Cuba. O secretário-geral da entidade, António Guterres, advertiu para o risco iminente de um "colapso humanitário" caso o país não consiga importar petróleo suficiente para atender às necessidades básicas de sua população.

A situação crítica combina escassez energética, dificuldades econômicas e pressões políticas internacionais, criando um cenário complexo que justifica os contatos discretos entre representantes americanos e membros da família Castro.

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