Presidente Lula busca diálogo direto com Trump sobre recursos minerais estratégicos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revelou nesta sexta-feira (20) seus planos de estabelecer uma conversa franca com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, focada em uma negociação soberana para a comercialização e exploração de minerais críticos e terras raras. Esses elementos são considerados fundamentais para a economia contemporânea e futura, sendo amplamente utilizados em tecnologias avançadas, como chips para dispositivos eletrônicos e na transição energética global.
Diálogo olho no olho sobre interesses bilaterais
Durante declarações concedidas a uma emissora de televisão local na Índia, onde cumpre agenda oficial, Lula enfatizou a importância de um encontro presencial com Trump para tratar de assuntos de mútuo interesse entre Brasil e Estados Unidos. "Quero negociar com ele a questão dos minerais críticos e das terras raras", afirmou o mandatário brasileiro, cujas palavras foram traduzidas para o inglês durante a entrevista.
O presidente destacou que o Brasil possui vastas reservas desses recursos, mas rejeita a ideia de transformar o território nacional em um "santuário da humanidade". Em vez disso, defende uma abordagem soberana: "Prefiro negociar de forma soberana para que o processo de transformação desses minerais críticos seja feito e explorado em nosso país, dentro do nosso país. E venderemos para quem quisermos vender".
Contexto da visita e outros temas na pauta
Lula e Trump já haviam acertado, durante uma ligação telefônica no ano passado, uma visita oficial do brasileiro à Casa Branca. A expectativa é que o encontro presencial ocorra ainda neste mês de março, após a viagem de Lula para a Coreia do Sul. Além da discussão sobre minerais estratégicos, o presidente brasileiro mencionou outros pontos que pretende abordar com Trump:
- O fim do chamado "tarifaço", referindo-se a medidas tarifárias que afetam relações comerciais.
- O combate ao crime organizado internacional, especialmente o tráfico de drogas.
Lula ressaltou: "Agora, eu quero ir para os Estados Unidos porque já que o presidente Trump disse que quer combater o tráfico internacional de drogas e o crime organizado, na Venezuela, eu também quero combater isso no Brasil".
Detalhes da entrevista e atualizações
A entrevista foi realizada em território indiano, com tradução simultânea para o inglês, mas o Palácio do Planalto não divulgou uma versão oficial traduzida do conteúdo. Esta reportagem está em constante atualização para trazer as últimas informações sobre o desenrolar dessas negociações e o agendamento definitivo do encontro entre os dois líderes.



