EUA autorizam evacuação imediata de diplomatas de Israel ante risco de ataque ao Irã
EUA evacuam diplomatas de Israel com risco de ataque ao Irã

EUA autorizam evacuação imediata de diplomatas de Israel ante risco de ataque ao Irã

Diante da possibilidade de um ataque militar dos Estados Unidos contra o Irã, a embaixada americana em Jerusalém autorizou a saída voluntária de funcionários não essenciais e de seus familiares, recomendando que deixem Israel "hoje", conforme comunicado enviado pelo embaixador Mike Huckabee à equipe diplomática. No e-mail, disparado na manhã de sexta-feira, Huckabee afirmou que a medida foi tomada "por excesso de cautela", após consultas com o Departamento de Estado.

Orientações para evacuação rápida

Ele orientou os funcionários a embarcarem em qualquer voo disponível a partir do aeroporto Ben-Gurion, alertando para possível alta na demanda por passagens aéreas. "O foco deve ser sair do país com rapidez", escreveu o embaixador. A mudança coloca a missão diplomática em regime de saída autorizada, mecanismo que permite a evacuação custeada pelo governo quando há ameaça iminente à vida ou a interesses estratégicos dos Estados Unidos.

Escalada de tensão nuclear

A decisão ocorre em meio à escalada de tensão entre Washington e Teerã. Na quinta-feira, representantes dos dois países encerraram seis horas de negociações em Genebra sem avanço concreto sobre a principal exigência americana: o desmantelamento completo do programa nuclear iraniano. Mediadores de Omã indicaram que as conversas devem continuar na próxima semana, numa tentativa de evitar confronto direto.

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O presidente Donald Trump avalia diferentes cenários, segundo autoridades americanas, incluindo ataques pontuais a instalações militares e nucleares iranianas para pressionar Teerã a fazer concessões adicionais. Caso a estratégia fracasse, opções mais amplas — que poderiam incluir ações destinadas a enfraquecer o regime — permanecem sobre a mesa.

Riscos de retaliação e alertas de viagem

Israel é visto como alvo provável de retaliação iraniana ou de grupos aliados, caso os Estados Unidos iniciem bombardeios. O Departamento de Estado também atualizou seu alerta de viagem, recomendando que cidadãos americanos reconsiderem deslocamentos a Israel e à Cisjordânia, citando riscos de terrorismo e distúrbios civis.

Outros países adotaram medidas semelhantes:

  • A Austrália orientou familiares de diplomatas a deixarem Israel e o Líbano.
  • A embaixada americana em Beirute determinou, no início da semana, a retirada de funcionários não emergenciais.

Impacto regional e global

Embora Huckabee tenha ressaltado que "não há necessidade de pânico", a orientação para que a saída ocorra de imediato sinaliza a gravidade do momento. A depender do desfecho das negociações nucleares, o Oriente Médio pode entrar em uma nova fase de instabilidade, com impacto direto sobre a segurança regional e os mercados globais de energia.

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