EUA buscam relações estáveis com China, mas mantêm desconfiança e aumentam tarifas
EUA buscam estabilidade com China, mas mantêm desconfiança e tarifas

Governo Trump busca estabilidade com China, mas mantém postura de desconfiança

Um alto funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou nesta terça-feira (24) que o governo de Donald Trump deseja relações estáveis com a China, mas não confia no país asiático. As declarações foram feitas por Jacob Helberg, Subsecretário de Estado para Assuntos Econômicos, durante uma audiência no Congresso americano, pouco antes da visita programada de Trump à China nas próximas semanas.

China pede suspensão de tarifas aumentadas por Trump

Enquanto isso, a China solicitou formalmente aos Estados Unidos a suspensão das tarifas de importação que sofreram aumento no último sábado (21) por determinação do presidente Donald Trump. Em nota oficial, o Ministério do Comércio chinês declarou que as taxas violam as regras do comércio internacional e a legislação interna dos EUA, acrescentando que não beneficiam nenhuma das partes envolvidas.

O ministério chinês ainda afirmou ter notado que os Estados Unidos planejam manter as tarifas sobre parceiros comerciais por meios alternativos, incluindo investigações comerciais. A China continuará acompanhando de perto essa situação e defenderá firmemente seus interesses, declarou a pasta em comunicado oficial.

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Trump eleva tarifa global para 15% após decisão judicial

O aumento das tarifas anunciado por Trump ocorreu após a Suprema Corte dos Estados Unidos decidir que o presidente extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais americanos. Em resposta, Trump anunciou em sua rede social Truth Social a elevação imediata da tarifa mundial de 10% para 15%.

Segundo o presidente americano, a medida tem o objetivo de corrigir décadas de práticas comerciais injustas que, em sua avaliação, prejudicaram a economia dos Estados Unidos. Na mensagem publicada, Trump afirmou que a elevação é legal e permitida pelos instrumentos jurídicos existentes, e que nas próximas semanas sua administração definirá as novas tarifas legais e permissíveis que serão aplicadas globalmente.

Decisão da Suprema Corte limita autoridade presidencial

A decisão da Suprema Corte, relatada pelo presidente da Corte John Roberts, estabeleceu que Trump precisa de uma autorização clara do Congresso para justificar o aumento generalizado de tarifas, citando precedentes da própria corte. O caso chegou à Suprema Corte por meio de recursos apresentados pelo governo Trump, após ação movida por empresas impactadas pelas tarifas e por 12 estados americanos.

Na prática, os juízes confirmaram decisão de instância inferior que concluiu que Trump extrapolou sua autoridade ao usar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) de 1977. Em reunião com governadores estaduais, Trump classificou a decisão como uma vergonha e disse que já tinha um plano alternativo para manter as taxas sobre produtos importados.

Encontro entre Trump e Xi Jinping nas próximas semanas

O contexto das declarações e medidas ocorre pouco antes da visita programada de Donald Trump à China, onde ele se encontrará com o presidente chinês Xi Jinping. As tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo continuam sendo um ponto central das relações bilaterais, com ambos os lados adotando posições firmes sobre políticas tarifárias e acordos comerciais.

Enquanto o governo americano busca estabilidade nas relações com a China, as medidas recentes de aumento de tarifas e as declarações públicas de desconfiança indicam que as negociações comerciais continuarão complexas e desafiadoras nos próximos meses, com impactos significativos para a economia global.

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