Erdogan, o verdugo: 'Que Deus destrua Israel' em discurso inflamado no Eid al-Fitr
Erdogan pede destruição de Israel em discurso no Eid al-Fitr

Erdogan lança discurso inflamado contra Israel durante celebração do Eid al-Fitr

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, fez declarações de impacto retórico significativo ao criticar duramente Israel durante a oração do Eid al-Fitr, a celebração que marca o fim do mês sagrado do Ramadã. Em discurso proferido na mesquita Güneysu, localizada em sua cidade natal de Rize, Erdogan culpou o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu pela crise em curso no Oriente Médio, prometendo que o país enfrentará as consequências de suas ações na região.

Declarações contundentes e apelo divino

Erdogan afirmou: "O Oriente Médio está em turbulência; estamos constantemente perdendo mártires e veteranos. Que Deus nos proteja e nos liberte o mais rápido possível da praga dos sionistas. Que Deus destrua completamente Israel em nome de Seu glorioso nome Al-Kahhar". O líder turco destacou que, segundo seu conhecimento, "o Israel sionista matou centenas de milhares de pessoas" e expressou confiança de que, "se Deus quiser, Ele pagará o preço".

Além disso, Erdogan acusou as ações de Netanyahu de "ameaçarem a paz regional e global", mas manteve otimismo ao declarar sua crença de que os muçulmanos "superarão esses dias difíceis". Ele refletiu sobre o significado do Ramadã, descrevendo-o como um período cujo início é a misericórdia, cuja metade é o perdão e cujo fim é a salvação do tormento eterno, e saudou o Eid al-Fitr como uma honra.

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Contexto regional e acusações ampliadas

Em seu discurso, Erdogan também abordou vários conflitos em andamento ao redor do mundo, incluindo a guerra entre Rússia e Ucrânia ao norte da Turquia. Ele acusou a "rede de genocídio sionista" de bloquear ajuda humanitária a Gaza, matar civis, demolir edifícios e agir como "bandidos", em referência direta aos ataques israelenses na Palestina.

O presidente turco denunciou ainda o fechamento da Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, que ele alegou ser feito sob o pretexto da guerra com o Irã, bem como a aceleração das atividades ilegais de assentamentos e políticas expansionistas na Cisjordânia e em outros territórios palestinos ocupados. Desde 2 de março, segundo Erdogan, Israel teria matado 1.000 pessoas no Líbano, com mais de 1 milhão deslocados à força devido aos conflitos.

Esforços diplomáticos e solidariedade

Erdogan enfatizou que a Turquia está mobilizando "todos os seus meios" para restaurar a paz e a estabilidade na região, reiniciando o diálogo e a diplomacia. Ele expressou solidariedade com aqueles que vivem em luto durante o Eid al-Fitr, especialmente na Faixa de Gaza, afirmando: "Acredito que em breve superaremos este período difícil em nossa região, apoiando-nos uns aos outros, com esperança, paciência e resiliência".

O líder também comentou sobre outros conflitos regionais, observando que os esforços da Turquia levaram a uma pausa para o Eid nos confrontos entre Paquistão e Afeganistão, com a esperança de que isso se torne permanente. Ele disse: "Pelo menos acolhemos o fato de que os dedos foram retirados dos gatilhos entre os dois países irmãos, que não haverá mais sangue e que os dois povos irmãos podem celebrar o feriado em paz".

Finalizando seu discurso, Erdogan concluiu: "Que Allah nos ajude. Que o Eid al-Fitr seja uma fonte de bem para nosso país e nossa nação", reforçando seu apelo por unidade e fraternidade no mundo islâmico.

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