Escândalo Epstein abala governo britânico com prisão de ex-embaixador e crise política
Caso Epstein abala governo britânico com prisão de ex-embaixador

Ex-embaixador britânico é preso em meio a investigações sobre caso Epstein

Nesta segunda-feira (23), Peter Mandelson, ex-embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, foi levado de sua residência por policiais, conforme reportagem do jornal The Times. O diplomata de 72 anos está sob investigação criminal desde o início do mês, após a divulgação de arquivos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos que indicam recebimento de dinheiro de Jeffrey Epstein e vazamento de documentos sigilosos do governo britânico.

Crise política se aprofunda no governo de Keir Starmer

No dia 10 deste mês, após o anúncio da investigação contra Mandelson, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, negou publicamente que renunciaria ao cargo. "Jamais abandonarei o mandato que me foi confiado para mudar este país", declarou Starmer a jornalistas. "Jamais abandonarei o povo pelo qual tenho a responsabilidade de lutar, e jamais abandonarei o país que amo".

A popularidade de Starmer, que já estava em apenas 18%, sofreu um novo golpe com o escândalo. A escolha de Mandelson, pivô do caso Epstein no Reino Unido, abalou ainda mais a credibilidade do premiê. O Partido Trabalhista encontra-se dividido: enquanto uma ala exige a renúncia, outra oferece apoio total. Essa disputa interna pode representar o início de uma ruptura no governo britânico.

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Renúncias em cadeia abalam a estrutura governamental

Dois dias antes de negar deixar o cargo, no dia 8, Morgan McSweeney, chefe de gabinete que sugeriu o nome de Mandelson a Starmer, renunciou devido à crise. No dia seguinte, o diretor de Comunicação, Tim Allan, também apresentou sua demissão. O próprio Mandelson, que é casado com um brasileiro, renunciou ao cargo que ocupava no Parlamento britânico.

Família real britânica também é atingida pelo escândalo

Os arquivos de Epstein alcançaram a família real, com o ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles, aparecendo em fotografias comprometedoras. Andrew, que atuou como representante comercial do Reino Unido, está sendo investigado por suspeita de repassar informações sigilosas sobre oportunidades de investimento para Epstein. Sua ex-esposa, Sarah, também é citada nos documentos, relatando detalhes íntimos da filha, a princesa Eugenie, em troca de mensagens com Epstein.

Um porta-voz do príncipe William e da princesa Kate afirmou que o casal está "profundamente preocupado" e pensando nas vítimas. O Palácio de Buckingham manifestou-se, declarando-se pronto para auxiliar as investigações policiais contra Andrew.

Este caso ocorre após a primeira condenação de Epstein por prostituição de menores em 2008, destacando a extensão e a gravidade das repercussões do escândalo que agora ameaça a estabilidade política do Reino Unido.

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