Aprovação de Trump atinge pior nível com guerra no Irã e disparada dos combustíveis
Aprovação de Trump cai para pior nível com guerra e combustíveis

Aprovação de Trump atinge pior nível com guerra no Irã e disparada dos combustíveis

Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta terça-feira, 24 de março de 2026, revelou que a aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, despencou para o nível mais baixo desde seu retorno à Casa Branca em janeiro do ano passado. Cerca de 36% dos americanos aprovam o desempenho do republicano, representando um recuo significativo em comparação aos 40% registrados na semana anterior.

Queda histórica na popularidade

A queda na aprovação, segundo o levantamento, está diretamente relacionada à alta dos preços dos combustíveis e ao descontentamento generalizado com a guerra no Irã, desencadeada por ataques dos Estados Unidos e Israel em 26 de fevereiro. No início do segundo mandato, sua aprovação era de 47%, mas caiu para cerca de 40% nos meses seguintes, antes de atingir o atual patamar histórico.

Percepção sobre custo de vida é ponto crítico

Um dos principais calcanhares de Aquiles de Trump é a percepção pública sobre os custos de vida, uma de suas promessas centrais de campanha. Apenas 25% dos entrevistados aprovam sua atuação nesse quesito específico, demonstrando uma insatisfação crescente entre a população americana.

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Base republicana mantém apoio, mas com ressalvas

O presidente continua bem-visto entre sua base republicana, onde apenas um em cada cinco eleitores do partido disse desaprovar seu desempenho geral na Presidência. No entanto, a parcela de republicanos insatisfeitos com sua gestão do custo de vida aumentou significativamente, de 27% para 34%, indicando preocupações mesmo dentro de seu grupo de apoio mais leal.

Rejeição à guerra no Irã cresce

A maioria dos americanos, 61%, se declara contra os ataques ao Irã, representando um aumento da insatisfação em relação à última aferição, quando o percentual estava em 59%. A pesquisa também revelou que 35% dos americanos aprovam os ataques ao país do Oriente Médio, mostrando uma divisão clara na opinião pública.

Metodologia da pesquisa

O levantamento foi realizado em modalidade online em todo o território dos Estados Unidos, com respostas de 1.272 adultos americanos. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, garantindo uma representação estatisticamente significativa da população.

Contradicões nas negociações com o Irã

Na véspera da divulgação da pesquisa, Trump anunciou uma pausa de cinco dias em ataques aéreos a usinas e à infraestrutura energética do Irã após o que chamou de "conversa produtiva". O presidente salientou que é de interesse mútuo chegar a um acordo para o fim da guerra, representando uma mudança drástica em sua postura anterior.

Até então, o presidente dos EUA havia ameaçado "obliterar" usinas de energia do Irã caso o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás consumidos no planeta, não fosse totalmente reaberto em até 48 horas. "Eles querem muito fechar um acordo – nós também gostaríamos de fechar um acordo", disse Trump a repórteres, acrescentando que provavelmente se reuniria por telefone com representantes iranianos.

Negociações contestadas pelo Irã

O Irã, por sua vez, negou categoricamente qualquer negociação em andamento. O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou Trump de disseminar "fake news" e reiterou que "nenhuma negociação" foi realizada com o governo americano. Segundo autoridades iranianas, notícias falsas estariam sendo usadas para manipular os mercados financeiros e de petróleo, além de tentar escapar do atoleiro em que os EUA e Israel estariam presos.

Trump informou que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, participaram das supostas negociações, mas as autoridades iranianas mantiveram sua posição de que não houve qualquer tratativa oficial entre os países.

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