Acordo Mercosul-UE será prioridade na Câmara em 2026
Acordo Mercosul-UE é tema central na Câmara em 2026

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, assinado após décadas de negociações, assumirá o centro das atenções no início do ano legislativo de 2026. A primeira reunião de líderes da Câmara dos Deputados, marcada para 28 de janeiro, terá o tratado como tema central, conforme definiu o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Corrida contra o tempo para ratificação

O objetivo declarado da cúpula do Congresso é claro: garantir que o texto do acordo avance nas duas Casas legislativas, Câmara e Senado, ainda no primeiro semestre do ano. A urgência se deve ao calendário político. Após o recesso parlamentar do meio do ano, o ritmo dos trabalhos no Congresso Nacional tende a desacelerar significativamente em função do período eleitoral.

Para entrar em vigor no Brasil, o acordo internacional precisa, obrigatoriamente, ser aprovado pelo Poder Legislativo. A ratificação é um processo complexo que passa por ambas as casas do Congresso, demandando consenso e agilidade dos parlamentares.

Estratégia para aprovação rápida

A escolha de colocar o tema na pauta da primeira reunião de líderes demonstra a prioridade que a direção da Câmara pretende dar ao assunto. A mobilização desde janeiro busca criar um cronograma factível que permita a votação e aprovação antes que a corrida eleitoral domine a agenda política e paralise votações mais complexas.

A expectativa é que, com um diálogo intenso entre os partidos desde o início do ano, seja possível construir a base de apoio necessária para a ratificação do tratado, considerado um dos mais importantes da história do bloco sul-americano.

Um acordo de longo prazo

O acordo entre Mercosul e União Europeia foi finalmente assinado na véspera da reunião marcada na Câmara, encerrando um longo ciclo de negociações que se estendeu por mais de vinte anos. O tratado promete criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, com impactos profundos nas economias dos países envolvidos.

Agora, o desafio se transfere para o campo político interno de cada nação. No Brasil, os olhos se voltam para o Congresso Nacional, onde deputados e senadores terão a palavra final sobre a implementação deste marco nas relações econômicas internacionais do país.