O presidente do São Paulo Futebol Clube, Júlio Casares, foi afastado do cargo nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026. A decisão histórica ocorreu após uma votação no Conselho do clube, que aprovou o processo de impeachment contra o mandatário, acusado de gestão temerária.
Votação esmagadora no Conselho
O resultado da sessão foi contundente. A opção pelo impedimento de Casares recebeu 188 votos favoráveis de um total de 219 conselheiros com direito a voto. O número superou amplamente a marca mínima necessária para a aprovação da moção, que era de 171 votos. A ampla margem demonstra a forte insatisfação do corpo diretivo com a gestão do presidente.
O que acontece agora com o processo?
Embora o afastamento de Júlio Casares seja imediato, a decisão ainda não é definitiva. Conforme os estatutos do clube, o processo de impeachment conta com mais uma etapa. A palavra final caberá aos sócios do São Paulo, que precisarão confirmar o impedimento em uma Assembleia Geral a ser convocada. Esta será a instância decisiva para o futuro de Casares na presidência do tricolor paulista.
Contexto e acusações
O processo que levou ao afastamento tem como pano de fundo acusações de má gestão financeira e esportiva. Críticos de Casares apontam uma série de decisões consideradas temerárias, que teriam colocado o clube em situações de risco. A votação no Conselho representa um capítulo crítico em uma das mais turbulentas administrações recentes do São Paulo, refletindo a pressão de uma grande parcela da diretoria por uma mudança na liderança máxima.
Os olhos agora se voltam para o próximo capítulo deste embate: a convocação e a realização da Assembleia Geral, onde milhares de sócios terão a responsabilidade de ratificar ou não a decisão tomada pelos seus conselheiros. O futuro institucional do clube aguarda esta definição.