Zema lança 5º vídeo satirizando Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes; assista
Zema lança 5º vídeo satirizando ministros do STF

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), voltou a provocar o Supremo Tribunal Federal (STF) com o quinto vídeo da série satírica “Os Intocáveis”. A publicação, feita em seu perfil oficial no Instagram, utiliza bonecos gerados por Inteligência Artificial para representar os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, em meio a um tom de sarcasmo e críticas diretas.

Diálogo fictício e ironias

No vídeo, Gilmar Mendes aparece contrariado com as críticas anteriores de Zema e alega ser vítima de bullying. “Tira do ar e prende esse Chico Bento, mineiro”, diz o boneco, em referência ao sotaque caipira do político. O decano do STF pede a Alexandre de Moraes que investigue as peças no inquérito das fake news, tema também abordado na sátira.

Moraes, por sua vez, é alvo de piadas que o ligam ao caso do banco Master. “Saudades de quando o Daniel [Vorcaro] me ligava apenas para ouvir a minha voz”, afirma o boneco, aludindo a supostos diálogos revelados pela Polícia Federal. Em outra cena, Moraes aparece em um spa, com pepinos nos olhos, e voando em um jatinho com a logomarca do banco, enquanto diz: “Eu tenho 129 milhões de problemas aqui”. A frase faz referência ao contrato de R$ 129 milhões entre o escritório da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, e o Master.

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Censura e liberdade de expressão

A sátira também critica o uso de vocabulário jurídico como disfarce para censura. O boneco de Mendes pede que o material seja censurado no inquérito, enquanto o conhecimento do decano é ironizado com a menção ao livro “Gilmar Mendes, 20 anos de STF: o acadêmico, o gestor, o juiz”, tratado como um suposto direito de resposta. “Cuidado, se rir, já sabe”, diz o texto.

Estratégia política e reação do STF

Zema tem intensificado as críticas ao STF, avaliando que isso aumenta sua popularidade como candidato à presidência, reforçando sua imagem “antissistema”. No entanto, segundo a coluna Radar, no STF há a percepção de que é necessário impedir que as campanhas eleitorais usem a corte como degrau político.

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