Uma educadora esteticista de São José do Rio Preto (SP) sofreu uma lesão de quarto grau no peitoral após realizar treinos sem acompanhamento profissional em uma academia. Flávia Gonçalves frequentava o local e executava os exercícios por conta própria, até que atingiu um estágio crítico, um passo antes do rompimento total da musculatura.
Em entrevista à TV TEM, Flávia revelou que somente buscou a ajuda de um educador físico depois de sentir as consequências da prática incorreta de atividades físicas. Além disso, passou por avaliação médica e com um fisioterapeuta. “Tem dias que a gente se sente um pouco mais confiante e acabei aumentando um pouco a carga, aí tive uma lesão de quarto grau no peitoral”, contou.
Riscos da empolgação inicial
É comum que alunos fiquem entusiasmados ao iniciar uma nova atividade física em academia. No entanto, essa euforia pode levar a erros que colocam o corpo em risco. O fisioterapeuta Márcio Jensen recomenda que a pessoa passe por uma avaliação médica antes de começar qualquer exercício novo, pois os erros podem causar lesões graves.
“Respeitar o limite do corpo é fundamental. A minha orientação é que o aluno procure os locais corretos. Procurem academias que tenham um profissional. Antes de iniciar as atividades, passem por avaliação de um médico ortopedista, cardiologista”, explica Jensen.
Em casos de dores e desconforto, o fisioterapeuta orienta interromper a atividade, buscar ajuda e evitar excessos.
Treinos da internet: um perigo comum
Outra prática frequente entre iniciantes é o chamado “treino de internet”. Nessa situação, a pessoa assiste a vídeos em redes sociais, vê uma opção de treino e decide replicá-la em sua rotina, sem saber se é adequada para seu condicionamento físico.
“Muitas vezes eles chegam e não querem saber disso”, afirma o educador físico Rodrigo Silvério, que atua há oito anos em São José do Rio Preto. Rodrigo revela que muitos alunos chegam com lesões prévias devido a treinos inadequados.
Casos de lesões por falta de orientação
Em busca de resultados rápidos, a esteticista Marlene Batista também abusou dos limites do corpo. “Eu vim achando que eu poderia fazer do meu jeito, acreditando que eu estava ‘bombando’. Porém, não é dessa forma. Então, eu tive lesões no joelho, na coluna e tive que correr atrás de um profissional. Hoje, eu sigo a regra”, conta.
Os relatos reforçam a importância de contar com supervisão profissional e respeitar os próprios limites para evitar lesões que podem comprometer a saúde e o desempenho físico.



