O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado (2) a prorrogação do afastamento do vice-prefeito de Macapá, Mário Neto (Podemos), por mais 120 dias. Ele é acusado de envolvimento em fraude e desvio de recursos da saúde. A decisão foi monocrática, ou seja, tomada apenas pelo ministro, sem participação dos demais integrantes da corte.
Mário Neto está afastado do cargo desde 4 de março, após a segunda fase da Operação Paroxismo, que também retirou do cargo o então prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD). A decisão leva em conta que a fase de investigação continua em andamento. "O titular, caso mantido no exercício das suas funções, possa interferir nas investigações ou, ainda, utilizar o cargo para auferir proveito próprio ou alheio", destacou o ministro.
O g1 aguarda o posicionamento da defesa do vice-prefeito afastado para comentar o assunto, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem.
Operação Paroxismo
Em março, o ministro Flávio Dino afastou o prefeito de Macapá, Antônio Furlan (PSD), e o vice, durante investigação da Operação Paroxismo, que apura suspeitas de fraude na saúde. De acordo com a Polícia Federal, o grupo teria manipulado licitações para obter vantagens em contratos milionários. Há suspeita de que parte dos recursos destinados às obras foi desviada e lavada por meio de movimentações financeiras irregulares.
Um dos principais alvos é a construção do Hospital Geral Municipal de Macapá, com orçamento de cerca de R$ 70 milhões. A operação investiga se o projeto foi usado para enriquecimento ilícito de agentes públicos e empresários.



