Rede Sustentabilidade reage com indignação à permanência de Marina Silva no partido
Rede reage com indignação à permanência de Marina Silva

Rede Sustentabilidade manifesta indignação diante da permanência de Marina Silva na legenda

A direção nacional da Rede Sustentabilidade divulgou uma nota oficial na noite de terça-feira, 7 de abril de 2026, expressando profunda indignação e perplexidade diante do anúncio feito pela ex-ministra Marina Silva sobre sua decisão de permanecer filiada ao partido. O comunicado partidário, emitido pelo grupo atualmente no comando da legenda – alinhado com a deputada Heloísa Helena e adversário político de Marina –, rebate veementemente as críticas feitas pela ex-ministra, que acusou a direção de práticas antidemocráticas.

Acusações mútuas e disputa pelo controle partidário

No texto, a Rede Sustentabilidade afirma que recebeu com indignação o anúncio de Marina porque, segundo a sigla, a ex-ministra recusa-se sistematicamente a dialogar com a direção partidária legitimamente eleita. A nota também expressa perplexidade, já que, de acordo com a cúpula do partido, em nenhum momento foi questionada a filiação de Marina ou sugerido seu desligamento da legenda.

As especulações sobre uma possível saída de Marina Silva da Rede Sustentabilidade, conforme destacado no documento, teriam partido exclusivamente do grupo da ex-ministra ou dela própria, nunca da direção nacional. A sigla enfatiza que "a REDE não tem dono" e é um partido construído para conviver com divergências, sem submissão a vontades individuais.

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Relembrando posições polêmicas e tensões históricas

A nota partidária ainda responde ao argumento de Marina sobre supostas ações antidemocráticas da direção, relembrando posições passadas da ex-ministra que teriam sido difíceis para o partido aceitar. Entre os exemplos citados estão o apoio de Marina à candidatura presidencial de Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições de 2014, a defesa do impeachment de Dilma Rousseff (PT) em 2016 e a concordância com a intervenção federal no Rio de Janeiro.

O texto afirma que, mesmo diante desses "giros políticos" que custaram à Rede a perda de quadros importantes, jamais houve sanção, censura ou perseguição contra Marina Silva. A direção nacional ressalta que não atender pretensões pessoais de uma liderança não configura autoritarismo, mas sim compromisso com a vida democrática interna.

Contexto político e futuro eleitoral

Marina Silva perdeu o comando da Rede Sustentabilidade, partido que ajudou a fundar, para o grupo de Heloísa Helena em abril do ano passado. Diferente da posição atual de Marina, Helena é crítica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A situação gerou intensas especulações nos bastidores políticos sobre uma possível migração de Marina para o Partido dos Trabalhadores, visando disputar uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições deste ano.

Agora, ao decidir permanecer na Rede, Marina Silva terá de negociar com outros políticos e partidos para manter sua candidatura ao Senado, além de necessitar da aprovação interna da legenda – mesmo sob o comando de seus adversários políticos. A nota da direção nacional encerra reafirmando o apoio à reeleição de Lula, à vitória de Haddad em São Paulo e ao compromisso com a democracia, justiça social, combate à crise climática e soberania nacional.

O documento também critica a "judicialização em série" promovida pelo grupo de Marina, classificando-a como prática de lawfare – uso abusivo da Justiça como instrumento de disputa interna e perseguição política. A direção afirma que a maior parte das ações judiciais movidas pelo grupo da ex-ministra foi rejeitada e que a atual composição da sigla segue plenamente reconhecida, inclusive com integrantes do grupo de Marina em sua formação.

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