PGR defende eleição direta para novo governador do Rio de Janeiro no STF
PGR apoia eleição direta para governador do Rio no STF

PGR defende eleição direta para novo governador do Rio de Janeiro

A Procuradoria-Geral da República manifestou-se, nesta terça-feira (7), de forma favorável à realização de eleição direta para escolher o novo governador do estado do Rio de Janeiro. O parecer foi enviado ao Supremo Tribunal Federal um dia antes do início do julgamento pelos ministros da Corte, que ocorrerá nesta quarta-feira (8) à tarde.

Contexto da crise política no Rio

A crise política no estado se intensificou significativamente após a renúncia do governador Cláudio Castro, do PL, em março. Ele deixou o cargo um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral torná-lo inelegível por abuso de poder econômico e político nas eleições de 2022. Atualmente, o estado é governado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto.

O vice-governador Thiago Pampolha já havia renunciado anteriormente para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Rio. Além disso, o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, do União Brasil, foi cassado no mesmo processo de Cláudio Castro e está preso, suspeito de envolvimento com o Comando Vermelho. Ele nega todas as acusações.

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Argumentos da Procuradoria-Geral da República

No parecer, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, citou a afirmação do PSD – partido do ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, e autor da ação – de que "a renúncia foi uma manobra de Cláudio Castro para fraudar a aplicação do Código Eleitoral, frustrando a participação soberana dos eleitores na escolha do novo governo estadual".

A PGR argumenta que deve ser aplicada a regra que prevê eleição direta, por entender que houve cassação do mandato: "A compreensão de que houve reconhecimento de abuso de poder com a declaração de inelegibilidade e a cassação do diploma de Cláudio Castro evidencia que, no caso, houve uma vacância por consequência de decisão da Justiça Eleitoral".

Debates no Supremo Tribunal Federal

As regras para a eleição de um mandato-tampão começaram a ser debatidas há duas semanas no plenário virtual do STF. A maioria dos ministros votou somente para estabelecer regras pela eleição indireta, através da Assembleia Legislativa. No entanto, na ocasião, esses ministros não analisaram a questão da eleição direta.

Já os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin defenderam a realização de eleição direta, pelo voto popular. Com a ação do PSD, Cristiano Zanin, em decisão liminar, suspendeu a eleição indireta e levou o caso ao plenário.

Próximos passos e posicionamentos

O julgamento que vai definir como será a escolha do novo governador do Rio começa nesta quarta-feira (8) à tarde. Os dez ministros do Supremo vão decidir quem terá a palavra final sobre o futuro político do estado: os deputados estaduais, por eleição indireta, ou os eleitores, nas urnas.

A assessoria de Cláudio Castro voltou a afirmar que a saída do ex-governador obedeceu rigorosamente à legislação eleitoral; que Castro reitera a confiança no STF e no Tribunal Superior Eleitoral; e que ele continuará tomando medidas para provar a legalidade dos atos. Este caso representa um momento crucial para a democracia e a estabilidade política no estado do Rio de Janeiro.

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