Pesquisa revela desafio de Flávio Bolsonaro para superar Lula em 2026
Pesquisa mostra dificuldade de Flávio Bolsonaro frente a Lula

Uma nova pesquisa do instituto Meio/Ideia revelou um cenário de polarização consolidada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, mas com diferenças significativas no nível de fidelidade do eleitorado de cada um. De acordo com o levantamento, Lula aparece com 40% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio registra 36%. A análise foi apresentada no programa Ponto de Vista pela CEO do instituto, Cila Schulman, que destacou que Lula possui uma base mais sólida, enquanto Flávio ainda precisa de maior exposição para transformar intenção em voto firme.

Eleitor de Lula mais decidido

A pesquisa indica que 72,8% dos eleitores de Lula já têm o voto decidido, contra 56,9% dos apoiadores de Flávio. Segundo Cila Schulman, isso ocorre porque Lula é uma figura amplamente conhecida do eleitorado. “Ele está isolado no campo da esquerda”, afirmou, ressaltando que não há outros candidatos competitivos disputando esse espaço. Já Flávio precisa se apresentar melhor ao eleitor. “Eles sabem que é filho de Bolsonaro, mas ainda não conhecem o Flávio”, disse. Nas pesquisas qualitativas, muitos eleitores o associam imediatamente ao pai, mas têm dificuldade em aprofundar percepções sobre sua trajetória ou propostas.

Bolsonarismo migra para Flávio

A pesquisa aponta um avanço consistente na transferência do capital político do ex-presidente Jair Bolsonaro para o filho. Na pesquisa espontânea, Flávio já aparece com 20%, enquanto apenas 4% ainda citam Jair Bolsonaro, que permanece inelegível. Para Cila, isso demonstra que a transferência começou a se consolidar. Já os governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema se beneficiam do eleitorado antipetista em cenários de segundo turno, mas enfrentam baixa notoriedade nacional. “São bem menos conhecidos do que Flávio por causa do sobrenome”, afirmou.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Desaprovação ao governo Lula cresce

O editor José Benedito da Silva destacou que os índices negativos do governo cresceram em praticamente todas as áreas avaliadas, como economia, saúde, segurança e custo de vida. O principal sinal de alerta é que as ações recentes do governo ainda não produziram melhora perceptível na popularidade presidencial. Cila afirmou que a percepção negativa da economia está mais ligada ao cotidiano das famílias, como incapacidade de compra e endividamento, do que aos indicadores macroeconômicos. A pesquisa também identificou forte preocupação popular com apostas esportivas online, afetando especialmente o eleitorado feminino, grupo em que Lula costuma ter melhor desempenho.

Governo pode reagir?

Cila lembrou que presidentes candidatos à reeleição historicamente crescem durante a campanha, impulsionados pelo uso da máquina pública e pela visibilidade do cargo. Citou como exemplo a recuperação eleitoral de Jair Bolsonaro em 2022 após medidas econômicas adotadas no período eleitoral. “Pela história, é provável que isso aconteça com o presidente Lula”, afirmou. Apesar de iniciativas recentes, como o novo Desenrola, o governo ainda não conseguiu converter medidas econômicas em melhora consistente de imagem. “Até agora está patinando nesses indicadores”, resumiu Cila.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar