Pesquisa eleitoral na Bahia aponta redução na vantagem de Lula sobre o bolsonarismo
Publicada nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, a mais recente pesquisa da Real Time Big Data com eleitores da Bahia apresenta um cenário misto para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Embora o mandatário mantenha liderança sólida em todos os cenários de primeiro turno, os números revelam uma preocupante erosão em sua popularidade no estado onde o Partido dos Trabalhadores exerce hegemonia há quase duas décadas ininterruptas.
Liderança mantida, mas com margem reduzida
De acordo com o levantamento divulgado hoje, Lula oscila entre 55% e 56% das intenções de voto entre o eleitorado baiano, enquanto o senador Flávio Bolsonaro, atualmente o nome mais forte da oposição, varia de 22% a 23%. Isso representa uma vantagem de aproximadamente 33 pontos percentuais para o presidente petista.
Contudo, essa margem representa uma significativa redução quando comparada ao mesmo período da pré-campanha eleitoral de 2022. Naquela ocasião, pesquisa da Quaest divulgada em 23 de março mostrava Lula com 62% das intenções de voto na Bahia contra apenas 15% de Jair Bolsonaro, então candidato à reeleição — uma diferença avassaladora de 47 pontos percentuais.
O contraste com os resultados eleitorais de 2022
Nos resultados concretos da última eleição presidencial, a "lavada" eleitoral do PT na Bahia confirmou as projeções das pesquisas. No primeiro turno, Lula derrotou Bolsonaro por 69,7% a 24,3% dos votos, vencendo em 415 dos 417 municípios baianos — apenas as cidades de Luís Eduardo Magalhães e Buerarema deram vitória ao capitão.
Já no segundo turno de votação, o petista repetiu o feito impressionante e amealhou 72,1% dos votos no estado, contra 27,8% do então mandatário, que conquistou novamente somente os mesmos dois municípios.
Alerta para o PT no governo estadual
A pesquisa Real Time Big Data também traz um sinal de alerta para o Partido dos Trabalhadores em relação ao governo baiano. O atual governador, Jerônimo Rodrigues, aparece no levantamento atrás do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), por uma margem acirrada de 39% a 44% das intenções de voto.
Esses números sugerem que, apesar da liderança nacional de Lula no estado, o PT enfrenta desafios significativos na manutenção de sua hegemonia política na Bahia, especialmente em relação ao governo estadual.



