Fernando Haddad deixa o Ministério da Fazenda para disputar o governo de São Paulo
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está prestes a deixar o governo federal. Sua exoneração do cargo está prevista para ser publicada na próxima sexta-feira, dia 20 de março de 2026. Após a saída oficial, o petista fará uma pausa de dez dias antes de mergulhar completamente na pré-campanha eleitoral para o governo do estado de São Paulo.
Recusa ao convite de Lula para viagem aos Estados Unidos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia convidado Haddad para acompanhá-lo em uma viagem oficial aos Estados Unidos, programada para o próximo mês. No entanto, devido à indefinição sobre a data exata da visita, o ministro optou por declinar do convite. A prioridade de Haddad agora é concentrar todos os esforços na disputa eleitoral que se aproxima, uma decisão estratégica para fortalecer sua campanha desde o início.
Candidatura ao Palácio dos Bandeirantes já é considerada certa
Na última sexta-feira, dia 13 de março, Fernando Haddad confirmou publicamente que participará das eleições como candidato, embora tenha evitado especificar o cargo almejado. Entre os integrantes do Partido dos Trabalhadores, a candidatura ao governo de São Paulo já é tratada como um fato consumado. Inicialmente, Haddad resistiu à ideia de concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, expressando repetidamente o desejo de colaborar na elaboração do programa de campanha para as eleições presidenciais de 2026.
Em fevereiro, o ministro afirmou: "Estou conversando com o presidente sobre isso. Vamos ver quem convence quem". No final, foi o presidente Lula quem saiu vitorioso, conseguindo convencer Haddad a entrar na disputa por São Paulo, um pleito considerado particularmente desafiador.
Desafio eleitoral contra Tarcísio de Freitas
Fernando Haddad enfrentará o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, filiado ao Republicanos, que atualmente ostenta bons índices de popularidade no estado. De acordo com a última pesquisa Datafolha, se a eleição fosse realizada hoje, Haddad marcaria 31% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Tarcísio alcançaria 44%. Esses números destacam a dificuldade da campanha que o ex-ministro terá pela frente, exigindo uma estratégia robusta e bem planejada.
Transição no Ministério da Fazenda
Com a saída de Fernando Haddad, a pasta da Fazenda será assumida pelo secretário-executivo Dario Durigan, garantindo continuidade nas políticas econômicas do governo federal. Essa transição ocorre em um momento crucial, com o ministro se despedindo para focar em sua jornada política em São Paulo, enquanto o governo busca manter a estabilidade na área econômica.
A decisão de Haddad reflete um movimento estratégico dentro do PT, que busca fortalecer sua presença em um estado-chave como São Paulo, tradicionalmente um campo de batalha eleitoral intenso. A pré-campanha promete ser agitada, com o ex-ministro precisando construir uma base sólida de apoio para enfrentar um adversário bem posicionado nas pesquisas.
