Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (22) revela que 88% dos eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL) defendem que ele mantenha sua candidatura à Presidência da República, mesmo após a divulgação de conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Apenas 10% dos entrevistados afirmam que ele deveria desistir e apoiar outro candidato, enquanto 2% não souberam responder.
Primeira pesquisa após revelação das conversas
Este é o primeiro levantamento do instituto realizado integralmente após a divulgação das mensagens pelo site The Intercept Brasil. As conversas mostram Flávio Bolsonaro solicitando apoio financeiro a Vorcaro para a produção de um filme sobre a trajetória política de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Percepção sobre a relação entre Flávio e Vorcaro
O levantamento também aponta que 72% dos entrevistados acreditam que Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro mantêm uma relação próxima. Por outro lado, 15% afirmam que eles não têm proximidade, e 13% não souberam responder.
Avaliação da atitude do senador
Quando questionados sobre a atitude de Flávio Bolsonaro ao pedir dinheiro a Vorcaro, 64% dos entrevistados consideram que ele agiu mal. Apenas 25% avaliam que ele agiu bem, enquanto 11% não souberam opinar. O senador confirmou a existência das conversas, mas negou ter oferecido ou recebido vantagens, afirmando que se tratava apenas de um filho buscando patrocínio privado para um filme sobre a história do próprio pai.
Intenções de voto para 2026
Mais cedo, o Datafolha divulgou pesquisa de intenção de voto para a eleição presidencial de 2026. Em um eventual segundo turno, o presidente Lula (PT) aparece com 47% das intenções, contra 43% de Flávio Bolsonaro. No levantamento anterior, ambos estavam empatados com 45%. No primeiro turno, Lula ampliou sua vantagem de 3 para 9 pontos percentuais: 40% contra 31% de Flávio.
Conhecimento sobre o caso
A pesquisa também mediu o nível de informação dos entrevistados sobre as conversas: 30% afirmaram ter tomado conhecimento e estar bem informados; 28% disseram estar mais ou menos informados; 7% declararam estar mal informados; e 36% não tomaram conhecimento do episódio.
O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 20 e 22 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.



