Trump ameaça Irã: 'não sobrará nada' se negociações não avançarem
Trump ameaça Irã: 'não sobrará nada' se negociações falharem

Donald Trump voltou a fazer ameaças ao Irã neste domingo e afirmou que, caso Teerã não avance rapidamente nas negociações de paz, “não sobrará nada” do país. A declaração foi publicada por Trump na rede social Truth Social poucas horas após uma conversa telefônica com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Ameaça direta de Trump

“Para o Irã, o tempo está acabando. É melhor que eles se apressem, rapidamente, ou não sobrará nada deles. O tempo é essencial!”, escreveu Trump. Segundo o jornal The Times of Israel, que citou fontes do gabinete de Netanyahu, os dois líderes discutiram a possibilidade de retomada da ofensiva militar contra o Irã. Durante a ligação, Trump também teria comentado sobre sua recente viagem à China.

Horas antes da ameaça, o presidente americano publicou outra mensagem nas redes sociais com uma imagem em que aparece comandando um navio de guerra acompanhada da frase: “Foi a calma antes da tempestade”, em uma possível referência ao atual cessar-fogo envolvendo Irã e Israel.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Preparação para retomada de ataques

No sábado, o jornal The New York Times informou que Estados Unidos e Israel estariam se preparando para retomar os ataques contra o Irã “já na próxima semana”. A publicação citou dois altos representantes do Oriente Médio sob condição de anonimato. A informação também foi divulgada pelo canal israelense Channel 12, segundo o qual o governo israelense estaria reorganizando estratégias militares para reiniciar a guerra contra Teerã.

Cessar-fogo e negociações

O cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irã entrou em vigor em 8 de abril, após meses de confrontos iniciados em fevereiro, quando forças americanas e israelenses lançaram um ataque conjunto contra Teerã. Na ocasião, vários integrantes da cúpula iraniana morreram, incluindo o então líder supremo do país. Desde o início da trégua, Washington e Teerã tentam negociar um acordo de paz definitivo, mas as conversas seguem sem consenso.

Segundo a agência estatal iraniana, a proposta mais recente apresentada pelo Irã rejeita qualquer negociação sobre o programa nuclear do país e exige o fim completo das ações militares. O governo iraniano também pede a retirada das sanções econômicas impostas ao país, a liberação de recursos iranianos bloqueados no exterior e compensações financeiras pelos danos causados durante a guerra.

Reação de Trump

Trump reagiu duramente ao documento iraniano e classificou a proposta como “lixo” e “inaceitável”. Segundo a agência Fars News Agency, a contraproposta dos Estados Unidos exige que o Irã entregue estoques de urânio altamente enriquecido e limite seu programa nuclear a apenas uma instalação ativa para que as negociações avancem. Washington também teria exigido que Teerã abra mão de qualquer pedido de indenização relacionado aos danos provocados pela guerra.

O cenário de tensão ocorre em meio a alertas do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre o momento “muito crítico” da economia mundial. A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou que o mundo enfrenta forte pressão econômica causada pela guerra no Oriente Médio e pela alta do petróleo, pedindo medidas coordenadas do G7 para evitar agravamento da crise global.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar