A Procuradoria de Roma instaurou uma investigação por sequestro de pessoas após a interceptação, na semana passada, de uma flotilha humanitária com destino a Gaza por forças israelenses. A informação foi divulgada pela imprensa italiana nesta segunda-feira, 4 de maio. O crime de sequestro envolve o espanhol Saif Abu Keshek e o brasileiro Thiago Ávila, que estão detidos em Israel. No momento da prisão, eles estavam em uma embarcação de bandeira italiana, em águas internacionais.
Prorrogação da detenção
No domingo, 3 de maio, um tribunal israelense ordenou a prorrogação por dois dias da detenção dos ativistas. A Procuradoria de Roma já havia aberto uma investigação similar em outubro, após a tentativa anterior da mesma organização de enviar uma flotilha a Gaza.
Detalhes da interceptação
Mais de 170 ativistas de diversas nacionalidades foram detidos na quinta-feira nos quase 20 barcos da nova flotilha. Segundo os organizadores, o objetivo era romper o bloqueio israelense ao território palestino, onde o acesso à ajuda humanitária continua bastante restrito, apesar da pausa nos combates contra o Hamas. A operação de captura, classificada como "pacífica" por Israel, ocorreu a centenas de quilômetros de Gaza, em águas internacionais próximas à costa de Creta, na Grécia. Essa distância é muito maior do que a observada em interceptações anteriores de flotilhas semelhantes. Em resposta, vários países denunciaram a operação como "ilegal".
Segunda tentativa da Global Sumud Flotilla
Esta é a segunda tentativa da Global Sumud Flotilla ("sumud" significa "resiliência" em árabe) de chegar à Faixa de Gaza. Em 2025, em sua primeira viagem, centenas de ativistas, incluindo a sueca Greta Thunberg e a eurodeputada franco-palestina Rima Hassan, foram detidos no mar, levados para Israel e posteriormente expulsos.



