Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira, 1º de maio, a retirada de 5.000 soldados da Alemanha, conforme comunicado do Pentágono. A decisão ocorre em meio a uma crise diplomática entre o presidente Donald Trump e o chanceler alemão Friedrich Merz, que criticou a postura americana em relação ao Irã.
Detalhes da retirada militar
De acordo com o Pentágono, a retirada deve ser concluída nos próximos seis a doze meses. Uma brigada de combate atualmente estacionada na Alemanha será removida, e um batalhão que a administração Biden havia planejado enviar a partir deste ano não será mais destacado, informou um funcionário do governo americano.
A Alemanha abriga as maiores bases militares dos EUA na Europa, com aproximadamente 35.000 militares da ativa, servindo como um importante centro de treinamento e logística para as forças americanas no continente.
Desentendimento com Merz
O atrito teve início quando Merz, durante uma visita a uma escola no oeste da Alemanha no início da semana, declarou que não via “qual saída estratégica os americanos escolherão, especialmente porque os iranianos estão obviamente negociando com muita habilidade — ou com muita habilidade para não negociar”. Ele acrescentou: “Uma nação inteira está sendo humilhada pela liderança iraniana, sobretudo por essa tal Guarda Revolucionária Islâmica”.
Em resposta, Trump atacou diretamente a situação econômica alemã. “Não é à toa que a Alemanha está indo tão mal, tanto economicamente quanto em outros aspectos”, escreveu em sua rede social Truth Social. Nesta quinta-feira, Trump foi ainda mais incisivo: “O chanceler alemão deveria dedicar mais tempo para acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia (onde ele tem sido totalmente ineficaz!), e consertar seu país quebrado, especialmente imigração e energia, e menos tempo para interferir com aqueles que estão se livrando da ameaça nuclear do Irã, tornando assim o mundo, incluindo a Alemanha, um lugar mais seguro!”
Impactos e reações
A retirada de tropas representa uma mudança significativa na presença militar americana na Europa, que historicamente tem a Alemanha como um dos principais aliados. Analistas apontam que a decisão pode enfraquecer a cooperação em segurança entre os dois países e afetar a postura da OTAN na região. Até o momento, o governo alemão não emitiu uma resposta oficial ao anúncio do Pentágono.



