Trump pressiona aliados por coalizão naval para reabrir Estreito de Ormuz fechado pelo Irã
Trump pede coalizão naval para reabrir Estreito de Ormuz

Pressão diplomática de Trump busca reabertura de rota marítima estratégica

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo, 15 de março de 2026, que solicitou a aproximadamente sete países o envio de navios de guerra para "garantir a segurança" e reabrir o Estreito de Ormuz. Esta vital rota marítima foi fechada pelo Irã desde o início do conflito no Oriente Médio, causando uma disparada nos preços do petróleo em escala global.

O ocupante do Salão Oval alegou ter recebido "respostas positivas" de alguns dos contatados, mas admitiu que outras nações "preferem não se envolver" na iniciativa. Até o momento, seus apelos não resultaram em ações concretas por parte dos aliados.

Lista de países-alvo e ameaças à Otan

Trump se recusou a especificar quais nações fariam parte da coalizão proposta, mas mencionou que poderia abordar o assunto diretamente com o presidente chinês, Xi Jinping. Ele chegou a ameaçar adiar uma cúpula planejada com o líder, dependendo da posição que Pequim adotar sobre o tema.

O presidente americano expressou esperança de que China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros países enviem navios de guerra para ajudar a assegurar a segurança da importante passagem marítima. Por essa rota transitam aproximadamente 20% do petróleo e gás consumidos mundialmente.

Em declarações ao jornal britânico Financial Times, Trump alertou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) enfrentaria "um futuro muito ruim" se os países membros não prestarem auxílio na questão. "É apropriado que as pessoas que se beneficiam do estreito ajudem a garantir que nada de ruim aconteça lá", argumentou o mandatário.

Respostas cautelosas dos aliados internacionais

Até o momento, a resposta dos países contatados tem sido de cautela ou recusa direta:

  • Austrália e Japão afirmaram que não planejam enviar navios de guerra para a região
  • O governo da China, quando questionado sobre o assunto, pediu apenas o fim imediato das hostilidades
  • O porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius, declarou que a guerra no Oriente Médio "não tem nada a ver com a Otan"

Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã está aberta a negociações com países que desejam acessar a passagem com segurança.

Plano britânico independente e situação atual

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, revelou que está elaborando um plano "viável" com aliados para reabrir o Estreito de Ormuz, mas garantiu que isso não envolverá a aliança militar ocidental. "Estamos trabalhando com todos os nossos aliados, incluindo nossos parceiros europeus, para elaborar um plano coletivo viável que possa restaurar a liberdade de navegação na região o mais rápido possível e amenizar os impactos econômicos", disse Starmer a jornalistas.

O líder britânico foi enfático ao afirmar: "Deixe-me ser claro, isso não será e nunca foi cogitado como uma missão da Otan". Ele acrescentou que, embora seu país esteja "tomando as medidas necessárias para se defender e defender seus aliados, não se deixará arrastar para uma guerra mais ampla".

Enquanto as negociações diplomáticas seguem seu curso, o preço do petróleo continua em ascensão, tendo atingido no domingo, 15 de março, o patamar mais elevado desde julho de 2022. Os ataques terrestres continuam a abalar a estabilidade do Oriente Médio.

De acordo com a agência marítima britânica UKMTO, o Estreito de Ormuz permanece sob ameaça "crítica", embora nenhum incidente tenha sido relatado nos últimos três dias. Desde o início do conflito, pelo menos 20 embarcações foram atacadas no Golfo Pérsico, no Estreito de Ormuz e no Golfo de Omã, conforme informações da agência especializada.