Donald Trump afirma em rede social que líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto em operação conjunta
Trump diz que Ali Khamenei morreu em operação EUA-Israel

Donald Trump anuncia morte de Ali Khamenei em operação conjunta com Israel

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou uma rede social neste sábado, 28, para declarar publicamente que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, faleceu durante uma operação militar coordenada entre os Estados Unidos e Israel. Em sua publicação, Trump descreveu o aiatolá como uma das figuras mais malignas da história e afirmou que ele foi alvo de bombardeios precisos e intensos.

Conteúdo integral da declaração de Trump

Na mensagem, Trump escreveu: "Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários. Ele não conseguiu escapar de nossos sistemas de inteligência e de rastreamento altamente sofisticados e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes mortos junto com ele, pudessem fazer. Este é o maior momento para o povo iraniano retomar o próprio país."

O ex-presidente ainda mencionou que muitos integrantes da Guarda Revolucionária e das forças de segurança estariam buscando imunidade, mas advertiu que "agora eles podem ter imunidade; depois, terão apenas a morte!". Trump expressou esperança de que essas forças se unam pacificamente aos patriotas iranianos para restaurar a grandeza do país, destacando que os bombardeios continuarão sem interrupção até alcançar o objetivo de paz em todo o Oriente Médio e no mundo.

Contexto histórico e perfil de Ali Khamenei

Ali Khamenei nasceu em 1939 em Mashhad, cidade sagrada para os xiitas, em uma família pobre e devota. Sua trajetória política começou durante a revolução islâmica de 1979, liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, que derrubou a monarquia do xá Reza Pahlavi. Khamenei rapidamente se tornou um homem de confiança de Khomeini, assumindo funções importantes como conduzir a oração de sexta-feira em Teerã em 1980.

Em 1981, após um ataque a bomba que paralisou sua mão direita, Khamenei foi eleito presidente do Irã com 95% dos votos. Com a morte de Khomeini em 1989, ele ascendeu ao cargo de líder supremo, acumulando poderes políticos e religiosos em uma teocracia. Seu governo foi marcado por:

  • Repressão violenta a protestos, como a Onda Verde de 2009 e os levantes de 2019 e 2022.
  • Hostilidade aos Estados Unidos e negação da existência do Estado de Israel.
  • Financiamento de grupos extremistas, incluindo Hezbollah e Hamas.
  • Decisões estratégicas em política externa e segurança, com poder para anular ações do presidente.

Nos últimos anos, a popularidade do regime caiu devido a crises econômicas, inflação alta e sanções ocidentais relacionadas ao programa nuclear iraniano. Ataques de Israel e EUA em junho de 2025 agravaram a insatisfação popular, levando a protestos reprimidos com violência.

Detalhes do ataque conjunto e retaliações

Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado, resultando em 201 mortos e 747 feridos, segundo informações do Crescente Vermelho divulgadas pela imprensa iraniana. Explosões foram registradas em Teerã e em várias outras cidades, como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah.

Entre as vítimas estão altos funcionários, incluindo o ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour. Além disso, 85 pessoas morreram em uma escola de meninas no sul do Irã, e outras 15 em um ginásio na mesma região.

Em resposta, o Irã disparou mísseis e drones contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio, com explosões ouvidas em países como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. Os Emirados Árabes relataram uma morte em Abu Dhabi após interceptar mísseis iranianos, enquanto a Síria registrou quatro mortes por um impacto de míssil.

O Estreito de Ormuz, rota crucial para o petróleo, foi fechado por motivos de segurança. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que a ofensiva matou comandantes da Guarda Revolucionária e altos funcionários ligados ao programa nuclear, prometendo atacar "milhares de alvos" nos próximos dias. Netanyahu também fez um apelo direto à população iraniana para se levantar contra o regime, referindo-se a uma publicação de Trump sobre envio de "ajuda" a manifestantes.

O governo americano afirmou que os danos às suas bases no Oriente Médio foram mínimos e que nenhum militar americano ficou ferido. Sistemas de defesa antimísseis foram acionados por Israel e países do Golfo, enquanto imagens de satélite mostraram fumaça preta e grandes danos no complexo do líder supremo em Teerã.