O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu um ultimato de 48 horas ao regime dos aiatolás no Irã, exigindo a reabertura total e sem ameaças do Estreito de Ormuz. A medida, anunciada através da rede social Truth Social, ameaça atacar e aniquilar as numerosas usinas de energia iranianas caso o país não cumpra o prazo estabelecido.
Impacto imediato nos mercados financeiros
As declarações de Trump provocaram uma forte oscilação nos mercados mundiais nesta segunda-feira. As bolsas asiáticas, que operavam em alta antes do conflito, registraram quedas expressivas. O índice Nikkei de Tóquio perdeu 3,47%, enquanto o Kospi de Seul despencou 6,5%, pressionado pelas importações de petróleo. A Bolsa de Hong Kong recuou 3,5%, Xangai perdeu 3,6% e Sydney retrocedeu 0,7%.
Queda do won sul-coreano e abertura europeia em baixa
O won, moeda sul-coreana, registrou a menor cotação em relação ao dólar desde 2009, ficando abaixo de 1.510 wons por dólar. Na Europa, as bolsas também abriram em baixa: Paris perdia 1,44%, Londres 1,46%, Milão 1,76% e Frankfurt 1,89% no início das operações.
Alta nos preços do petróleo
Os preços do petróleo operavam em alta no mercado asiático. Por volta das 7h45 (horário de Brasília), o barril de West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano, subia 0,27%, a US$ 98,50. O Brent do Mar do Norte, referência mundial, avançava 1,75%, a US$ 108,27.
Ameaça específica de Trump e resposta iraniana
Em sua mensagem, Trump foi específico: "Se o Irã não ABRIR TOTALMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 horas a partir deste momento exato, os Estados Unidos atacarão e aniquilarão suas numerosas USINAS DE ENERGIA", indicando que atacaria primeiro a maior delas. O Irã respondeu que fechará completamente o estreito caso Trump concretize a ameaça.
Contexto do conflito no Oriente Médio
O conflito foi desencadeado pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, criando incertezas que afetam diretamente as cotações de petróleo e a estabilidade dos mercados financeiros globais. A tensão geopolítica na região continua a ser um fator crítico para a economia mundial.



