Trump confirma ataques coordenados dos EUA e Israel ao Irã em operação militar
Trump confirma ataques dos EUA e Israel ao Irã

Trump anuncia operação militar contra o Irã com apoio de Israel

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (28) que o país iniciou ataques militares contra o Irã, em uma operação coordenada com Israel. Em declaração oficial, Trump afirmou que o objetivo é "defender o povo americano" de ameaças do governo iraniano e garantir que o país não obtenha uma arma nuclear.

Detalhes da operação militar

Segundo o presidente norte-americano, as forças armadas dos EUA empreenderam uma "operação massiva e contínua" para impedir que o regime iraniano ameace os interesses de segurança nacional. Trump declarou que os Estados Unidos vão "arrasar a indústria de mísseis até o chão" e destruir completamente a marinha iraniana.

O presidente alertou que podem ocorrer baixas entre as tropas americanas como resultado da operação. O general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, havia alertado Trump em reuniões privadas sobre o risco de mortes ou ferimentos em um conflito com o Irã.

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Explosões em Teerã e resposta israelense

Explosões foram ouvidas no centro de Teerã, capital do Irã, no início da manhã deste sábado no horário local. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, não estava na cidade, tendo sido transferido para um local seguro, conforme informações de um oficial à Reuters.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, descreveu a ação como um "ataque preventivo" para eliminar ameaças. As Forças Armadas de Israel acionaram sirenes de alerta aéreo em diversas áreas do país e suspenderam aulas e deslocamentos ao trabalho. O espaço aéreo israelense foi fechado para voos civis.

Contexto das tensões

Os ataques ocorrem após semanas de negociações entre EUA e Irã sobre o programa nuclear iraniano. A última reunião ocorreu na quinta-feira (26) em Genebra, onde enviados americanos avaliaram as negociações como positivas e marcaram um novo encontro para segunda-feira (1).

Os Estados Unidos querem que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio, tema que tem sido ponto de discórdia entre os países. O governo iraniano afirma que seu programa nuclear tem fins pacíficos, voltados à produção de energia.

Histórico de conflitos

Esta é a segunda vez em menos de um ano que os EUA atacam o Irã. Em junho de 2025, uma operação norte-americana bombardeou estruturas nucleares iranianas em apoio a Israel, que travava uma guerra contra o país.

As relações entre EUA e Irã são tensas desde a Revolução Islâmica de 1979. Durante o governo de Barack Obama, foi firmado um acordo histórico em 2015 que limitava o programa nuclear iraniano, mas Trump retirou os EUA do tratado em 2017, retomando sanções econômicas.

Preparação militar na região

Os Estados Unidos ampliaram sua presença militar no Oriente Médio nas últimas semanas com o envio dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford. As embarcações se somaram a navios de guerra e bases militares já mantidas pelos norte-americanos na região.

Enquanto isso, o Irã realizou exercícios militares conjuntos com Rússia e China e tem fortificado suas instalações nucleares, conforme mostram imagens de satélite.

Crise econômica e protestos no Irã

O Irã enfrenta dificuldades econômicas há anos, impactado principalmente pela reimposição de sanções pelos Estados Unidos. A inflação no país supera 40% ao ano, e o rial iraniano perdeu cerca de metade do valor em relação ao dólar em 2025.

O descontentamento da população tem se manifestado em protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei, que está no poder há mais de 30 anos. O governo iraniano reagiu aos atos com forte repressão, resultando em milhares de mortes.

Declaração completa de Trump

Em sua declaração, o presidente americano fez um histórico detalhado das ações iranianas contra os Estados Unidos, incluindo:

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  • Apoio à tomada da embaixada dos EUA em Teerã em 1979
  • Envolvimento no bombardeio do quartel da Marinha em Beirute em 1983
  • Participação no ataque ao USS Cole em 2000
  • Morte de centenas de militares americanos no Iraque
  • Financiamento de milícias terroristas em vários países

Trump afirmou que seu governo tomou todas as medidas possíveis para minimizar riscos, mas alertou que "vidas de heróis americanos podem ser perdidas". O presidente também fez um apelo direto ao povo iraniano, dizendo que "a hora da sua liberdade está próxima".