Rússia acusa EUA de provocação após confronto fatal em águas territoriais de Cuba
A Rússia afirmou que a situação em Cuba está se agravando significativamente após um incidente envolvendo militares cubanos e uma lancha com bandeira dos Estados Unidos. O governo russo, aliado histórico de Havana, classificou o caso como uma "provocação agressiva e deliberada dos EUA", aumentando as tensões internacionais na região do Caribe.
Detalhes do confronto marítimo
Militares das Tropas Guardafronteiras de Cuba mataram quatro pessoas a bordo de uma lancha que invadiu as águas territoriais do país. Outras seis pessoas ficaram feridas no confronto, incluindo o comandante da embarcação cubana. Segundo o governo cubano, o incidente ocorreu após os ocupantes da lancha abrirem fogo contra os soldados cubanos durante uma interceptação de rotina.
A embarcação possui matrícula registrada na Flórida, nos Estados Unidos, e transportava dez indivíduos identificados como cubanos residentes nos EUA. Uma nota oficial divulgada após o incidente revela que os sobreviventes alegaram ter a intenção de "realizar uma infiltração com fins terroristas" em território cubano.
Armamento e investigações
Durante a abordagem, foram encontrados na lancha diversos equipamentos militares, incluindo:
- Fuzis de assalto e pistolas
- Coquetéis Molotov
- Outros equipamentos de estilo militar
O governo dos Estados Unidos, através do secretário de Estado Marco Rubio, anunciou a abertura de uma investigação independente para apurar todos os detalhes do caso. "Vamos descobrir o que aconteceu e responder de acordo", afirmou Rubio a jornalistas, acrescentando que a investigação também verificará se os mortos eram cidadãos norte-americanos.
Contexto de tensões internacionais
O incidente ocorre em meio a uma escalada de tensões entre Washington e Havana. O presidente norte-americano, Donald Trump, tem pressionado a ilha caribenha após determinar um embargo ao envio de petróleo ao país, medida que agravou significativamente a crise energética em território cubano.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou: "A situação em torno de Cuba, como podemos ver, está se agravando. Os guardas de fronteira cubanos fizeram o que deveriam ter feito porque a lancha invadiu as águas do país. O principal é o componente humanitário".
Já Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, foi mais contundente ao afirmar à agência estatal Tass que o incidente representava "uma provocação agressiva dos EUA" com o claro objetivo de agravar a situação regional e desencadear um conflito aberto.
Localização e consequências
O confronto ocorreu na manhã de quarta-feira (25), a aproximadamente 2 quilômetros da costa do município de Corralillo, no norte da ilha cubana. As autoridades cubanas mantêm a disposição de proteger suas águas territoriais e afirmam que a defesa nacional continua sendo um pilar fundamental para garantir a soberania e estabilidade na região.
O Ministério do Interior cubano informou que o caso segue sob investigação detalhada, enquanto os sobreviventes do confronto receberam atendimento médico adequado após serem socorridos pelas autoridades locais.



