Otan e aliados mobilizam 22 países para reabertura do Estreito de Ormuz
Em um esforço coordenado para reabrir o Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã desde 28 de fevereiro de 2026, um grupo de 22 países composto por membros da Otan e aliados do Oriente Médio, Ásia e Oceania está preparando uma "iniciativa" para assegurar a navegação segura e livre de navios. A declaração foi feita pelo secretário-geral da Otan, Mark Rutte, em entrevistas à mídia dos Estados Unidos no domingo (22 de março).
Importância estratégica e contexto do fechamento
O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima crítica, por onde transita aproximadamente 20% do petróleo mundial. Seu fechamento pelo Irã ocorreu no início da guerra com os Estados Unidos e Israel, gerando preocupações globais sobre o abastecimento energético e a estabilidade econômica. Rutte enfatizou a urgência da situação, afirmando: "Desde quinta-feira, um grupo de 22 países está se unindo para garantir que o Estreito de Ormuz seja livre e reaberto o mais rápido possível. O que precisamos fazer é trabalhar juntos."
Detalhes da iniciativa e países envolvidos
Embora Rutte não tenha revelado todos os países participantes, ele confirmou que o grupo é majoritariamente composto por aliados da Otan. Entre os integrantes conhecidos até o momento estão:
- Estados Unidos
- Reino Unido
- França
- Emirados Árabes Unidos
- Bahrein
- Japão
- Coreia do Sul
- Austrália
- Nova Zelândia
Autoridades militares desses 22 países estão atualmente planejando de forma coordenada a investida, mas Rutte não deixou explícito como a abertura do estreito aconteceria na prática. A presença militar de nações além dos EUA e do Irã na região poderia aumentar o risco de um alastramento ainda maior do conflito, um ponto que permanece em discussão.
Críticas de Trump e tensões internacionais
A fala de Rutte ocorre em meio a críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a aliados da Otan por responderem de forma negativa a um pedido para o envio de navios militares. Trump tem pressionado por uma resposta mais ágil à crise, e a questão se tornou mais um ponto de atrito entre Washington e a União Europeia nos últimos dias, exacerbando as tensões já existentes na guerra no Oriente Médio.
Em entrevistas às redes norte-americanas "Fox News" e "CBS", Rutte se limitou a dizer que os países estão em sintonia para "atender ao chamado" de Trump e "implementar a visão" do presidente norte-americano para garantir a reabertura do estreito. No entanto, a falta de detalhes operacionais e o potencial de escalada militar continuam a ser desafios significativos para essa iniciativa internacional.



