EUA mobilizam maior poder aéreo desde 2003 para Oriente Médio em meio a tensões com Irã
Maior mobilização aérea dos EUA desde 2003 rumo ao Oriente Médio

Maior mobilização aérea dos EUA desde Guerra do Iraque rumo ao Oriente Médio

Os Estados Unidos estão deslocando um contingente massivo de caças e aeronaves militares em direção ao Oriente Médio, no que representa a maior mobilização de poder aéreo do país na região desde a Guerra do Iraque em 2003. A movimentação ocorre paralelamente às delicadas negociações sobre um acordo nuclear com o Irã, conforme revelado por autoridades americanas ao jornal Wall Street Journal.

Deslocamento de caças de quinta geração e porta-aviões

Nos últimos dias, diversos caças de última geração, incluindo os modelos F-22 e F-35, têm sido enviados para bases americanas no Oriente Médio. O porta-aviões USS Abraham Lincoln também se posiciona nas proximidades do território iraniano, reforçando a presença militar na área.

Na semana passada, o presidente Donald Trump anunciou o envio do maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, acompanhado por uma frota de destróieres, dezenas de jatos de combate e um submarino nuclear, para se juntar à frota já estabelecida no Oriente Médio. Aeronaves de apoio e coordenação de operações, consideradas essenciais para um ataque em larga escala, igualmente estão sendo deslocadas.

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Prontidão para ataque iminente

Segundo a rede CBS News, os Estados Unidos estão em prontidão para um possível ataque contra o Irã no próximo sábado, 21 de junho. A operação, no entanto, ainda aguarda decisão final do presidente Trump, podendo se estender além do fim de semana. Fontes governamentais familiarizadas com o tema confirmaram a informação.

Militares ouvidos pelo Wall Street Journal destacam que o poder de fogo mobilizado dará aos EUA a capacidade de realizar uma guerra aérea sustentada, com duração de semanas, contra o Irã. Essa abordagem contrasta com a operação Midnight Hammer de junho de 2025, que consistiu em um bombardeio único contra bases nucleares iranianas.

Reações e movimentos estratégicos

Em resposta à escalada, o Irã afirmou que atacará bases americanas no Oriente Médio caso seja bombardeado. O país anunciou exercícios militares navais conjuntos com forças russas no Mar de Omã e no norte do Oceano Índico, marcados para quinta-feira, 19 de junho.

Nesta quarta-feira, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que os Estados Unidos possuem "vários argumentos" para justificar um ataque. Paralelamente, o Pentágono iniciará a transferência de funcionários americanos no Oriente Médio para outras regiões, como Europa ou Estados Unidos, medida comum em situações de conflito iminente.

Negociações nucleares em jogo

Atualmente, EUA e Irã negociam um acordo para limitar o programa nuclear iraniano. Teerã insiste que o programa tem fins pacíficos, enquanto o governo americano teme a tentativa de desenvolvimento de uma arma nuclear. Os encontros recentes entre delegações dos dois países resultaram em pequenos avanços, mas ainda distantes de um consenso.

Donald Trump já afirmou que atacará o Irã caso não haja um acordo, elevando as apostas nas negociações e intensificando a tensão geopolítica na região. A mobilização militar sem precedentes desde 2003 sinaliza a seriedade da postura americana diante do impasse nuclear.

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