Rússia lança maior ataque aéreo contra Ucrânia com 900 drones; patrimônio da Unesco é atingido
Maior ataque aéreo russo com 900 drones atinge patrimônio da Unesco

Rússia lança maior ataque aéreo contra Ucrânia com 900 drones

A Rússia executou nesta terça-feira, 24 de março de 2026, o maior ataque aéreo em um período de 24 horas desde o início da guerra contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022. O ataque massivo envolveu aproximadamente 900 drones, deixando um rastro de destruição por todo o território ucraniano e atingindo locais de grande importância cultural.

Centro histórico de Lviv, patrimônio da Unesco, é gravemente danificado

Dos 948 drones utilizados no ataque, mais de 400 foram lançados na região oeste da Ucrânia. A cidade mais afetada foi Lviv, onde pelo menos três pessoas morreram. O centro histórico da cidade, reconhecido como patrimônio mundial da Unesco, sofreu danos graves, levantando preocupações internacionais sobre a preservação cultural em meio ao conflito.

O ataque ocorreu horas após uma ofensiva russa noturna, que resultou em pelo menos cinco mortes. Além de Lviv, outras três cidades na mesma região foram bombardeadas: Ivano-Frankivsk, Vinnytsia e Zhotomyr. Autoridades locais relataram que em Ivano-Frankivsk, quatro pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança de seis anos, e vários edifícios foram danificados. Em Vinnytsia, uma pessoa morreu e onze ficaram feridas.

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Porta-voz da Força Aérea ucraniana descreve a abrangência dos ataques

Yurii Inhat, porta-voz da Força Aérea ucraniana, afirmou que "a abrangência geográfica dos ataques durante o dia foi maior do que à noite... Pode-se dizer que este foi um dos maiores ataques em um período de 24 horas". Esta declaração sublinha a escala sem precedentes da operação militar russa.

O oeste da Ucrânia, distante da fronteira russa localizada a leste, não é um alvo frequente de Moscou. Nos quatro anos de conflito, essa área foi bombardeada com menos intensidade, tornando este ataque particularmente significativo e alarmante para as autoridades ucranianas.

Negociações de paz paralisadas e reações internacionais

No momento, as negociações para o fim da guerra, mediadas pelos Estados Unidos, estão paralisadas. O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu durante sua campanha acabar com o confronto "em 24 horas", mas falhou em encontrar um terreno comum entre os dois países, ambos inflexíveis em suas demandas.

Nas redes sociais, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia comparou a ofensiva russa com a ação militar do Irã contra os EUA e Israel, alegando que "a Rússia faz exatamente o mesmo que o regime iraniano está fazendo no Oriente Médio, mas no coração da Europa". A primeira-dama Olena Zelenska reiterou que não permitirá que "o luto ucraniano se perca, se torne apenas mais uma estatística, uma manchete que será ignorada casualmente".

Zelensky acusa Rússia de fornecer inteligência ao Irã

Em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou na segunda-feira, 23 de março, que a inteligência militar do país tem provas "irrefutáveis" de que a Rússia continua fornecendo inteligência ao Irã. No X, antigo Twitter, ele citou um relatório do chefe de Inteligência Militar, Oleh Ivashchenko, com "informações claras" de que a Rússia pretende ampliar a instalação de estações terrestres de controle de drones de longo alcance em territórios ucranianos ocupados e em quatro pontos na Bielorrússia.

Este ataque representa uma escalada significativa no conflito, com implicações graves para a segurança regional e o patrimônio cultural global. As autoridades ucranianas continuam a monitorar a situação de perto, enquanto a comunidade internacional observa com preocupação o agravamento das hostilidades.

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