Israel anuncia eliminação de chefe de segurança iraniano em ataques aéreos
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou nesta terça-feira, 17 de março de 2026, que o exército israelense matou o chefe de segurança do Irã e o comandante da milícia Basij em uma série de ataques aéreos realizados durante a noite. A informação foi obtida através de aliados militares, segundo Katz, em meio a um conflito que já dura três semanas entre Estados Unidos, Israel e o Irã.
Reação iraniana e contexto do conflito
Até o momento, não houve comentários oficiais imediatos de Teerã sobre as declarações de Katz. A mídia estatal iraniana, no entanto, divulgou uma nota manuscrita referente a marinheiros iranianos mortos em um ataque dos EUA, cujo funeral está previsto para esta terça-feira. O chefe de segurança iraniano, identificado como Larijani, seria a figura mais sênior assassinada desde a morte do Líder Supremo, aiatolá Khamenei, no primeiro dia da guerra.
Katz também afirmou que Gholamreza Soleimani, comandante das forças Basij do Irã, foi morto nos ataques. A milícia Basij é uma força paramilitar sob o controle do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, frequentemente empregada para reprimir protestos internos no país.
Ordens de Netanyahu e escalada militar
Em comunicado, o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou que o líder ordenou "a eliminação de altos funcionários do regime iraniano". A guerra entre EUA-Israel e o Irã já resultou em pelo menos 2.000 mortos, sem perspectivas de cessar-fogo iminente.
O Estreito de Ormuz, via crucial para o transporte de cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito mundial, permanece em grande parte fechado. Aliados dos EUA rejeitaram apelos do presidente Donald Trump para auxiliar na reabertura da rota, contribuindo para a elevação dos preços da energia.
Ataques contínuos e capacidade iraniana
Não houve trégua nos confrontos na madrugada desta terça-feira. O Irã lançou mísseis contra Israel durante a noite, demonstrando que mantém capacidade para ataques de longo alcance, apesar de mais de duas semanas de intensos bombardeamentos por parte dos EUA e de Israel.
O exército israelense anunciou que está mirando "infraestrutura do regime iraniano" com uma nova onda de ataques em Teerã, além de locais do Hezbollah em Beirute. Isso ocorre um dia após Israel afirmar ter elaborado planos detalhados para pelo menos mais três semanas de guerra com o Irã.
O conflito continua a gerar instabilidade regional, com Teerã também realizando ataques contra vizinhos do Golfo, exacerbando as tensões e impactando os mercados energéticos globais.
