Israel destrói avião pessoal do falecido líder supremo iraniano em ataque aéreo
As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram nesta segunda-feira, 16 de março de 2026, a destruição de um avião que pertencia ao falecido líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. O ataque ocorreu durante a madrugada no Aeroporto Mehrabad, localizado na capital iraniana Teerã, marcando mais um capítulo na escalada do conflito na região.
Aeronave estratégica do regime iraniano
Segundo comunicado oficial do Exército israelense, a aeronave destruída era uma variante VIP do modelo Airbus A340-300, fabricada em 1999. O avião era utilizado regularmente por Ali Khamenei, além de outros altos funcionários e militares iranianos, para missões críticas de coordenação militar e aquisição de equipamentos bélicos.
"O desmantelamento da aeronave prejudica significativamente a capacidade de coordenação da liderança do regime iraniano com países aliados do eixo, seus esforços de fortalecimento militar e sua capacidade de restaurar suas capacidades operacionais", afirmaram as IDF em nota oficial.
Contexto da guerra no Oriente Médio
Este ataque ocorre no 17º dia de guerra na região, que teve início após a morte de Ali Khamenei em 28 de fevereiro de 2026, resultado de ataques conjuntos realizados por Estados Unidos e Israel. Desde então, as tensões têm escalado rapidamente, com ambos os lados intensificando suas operações militares.
O avião destruído era utilizado especificamente para:
- Coordenar ações com países do chamado "Eixo da Resistência"
- Realizar aquisições de equipamentos militares avançados
- Conduzir voos domésticos e internacionais para fins estratégicos
- Facilitar a comunicação entre altos comandantes iranianos
Resposta iraniana e desenvolvimentos recentes
Até o momento, o regime iraniano não confirmou oficialmente a destruição da aeronave. No entanto, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou recentemente que Teerã está disposta a levar a guerra contra Israel e Estados Unidos "tão longe" quanto necessário, demonstrando a determinação do país em continuar o conflito.
Este ataque segue uma série de operações israelenses contra alvos iranianos. No início de março, a Força Aérea Israelense já havia destruído 16 aeronaves no mesmo aeroporto de Mehrabad, que segundo informações militares, eram utilizadas pela Força Quds - braço da Guarda Revolucionária do Irã no exterior - para enviar armas e recursos financeiros a grupos aliados, incluindo o Hezbollah no Líbano.
Operações terrestres contra o Hezbollah
Paralelamente ao ataque aéreo em Teerã, o Exército de Israel anunciou o início de "operações terrestres limitadas" contra o Hezbollah no sul do Líbano. Estas ações fazem parte de um esforço defensivo mais amplo para estabelecer posições avançadas e desmantelar a infraestrutura terrorista na região fronteiriça.
As IDF destacaram que estas operações têm como objetivo específico a eliminação de terroristas que operam na área e o enfraquecimento das capacidades militares do grupo libanês, que mantém estreitos laços com o regime iraniano e é considerado parte fundamental do "Eixo da Resistência".
A destruição do avião de Ali Khamenei representa mais um golpe estratégico contra a capacidade de comando e controle do regime iraniano, enquanto a guerra no Oriente Médio continua a se intensificar, com ambos os lados demonstrando pouca disposição para recuar em seus objetivos militares e políticos na conturbada região.



