Irã rejeita plano de paz dos EUA e afirma que não aceitará imposições de Trump
Irã rejeita plano de paz dos EUA e desafia Trump

Irã rejeita plano de paz dos EUA e desafia autoridade de Trump sobre guerra

O governo iraniano rejeitou categoricamente um plano de paz de 15 pontos elaborado pelos Estados Unidos, conforme divulgado pela emissora estatal Press TV nesta quarta-feira, 25 de março de 2026. A proposta, entregue através do Paquistão, foi considerada "excessiva" por autoridades de Teerã e não abordou questões fundamentais para o regime.

Condições iranianas ignoradas na proposta americana

Segundo um alto funcionário do governo iraniano que falou sob condição de anonimato, o plano não tocou em pontos centrais para o Irã, incluindo:

  • O fim imediato das "agressões e assassinatos" contra o país
  • A criação de mecanismos concretos para prevenir novos conflitos regionais
  • O pagamento de indenizações e reparações de guerra
  • O encerramento definitivo das hostilidades
  • O reconhecimento da soberania iraniana sobre o estratégico Estreito de Ormuz

Resposta firme contra imposições americanas

A autoridade iraniana foi enfática ao declarar que o país não aceitará determinações unilaterais: "O Irã analisou a proposta e a considera excessiva. Não permitirá que Trump dite o momento do fim da guerra. Teerã continuará se defendendo e encerrará a guerra no momento que escolher, somente se suas próprias condições forem atendidas".

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O funcionário acrescentou que a primeira condição irredutível para qualquer negociação de paz é o término completo dos ataques e assassinatos contra o Irã, estabelecendo uma posição inflexível diante da administração americana.

Detalhes do plano de paz rejeitado

Duas autoridades paquistanesas que conversaram com a Associated Press revelaram que o plano de 15 pontos incluía:

  1. Alívio progressivo das sanções internacionais contra o Irã
  2. Cooperação nuclear civil com supervisão internacional
  3. Redução significativa do programa nuclear iraniano
  4. Permissão para fiscalização ampliada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)
  5. Limites estritos para o arsenal de mísseis do país
  6. Reabertura do Estreito de Ormuz para tráfego comercial

Três fontes do gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmaram à Reuters que Israel foi informado sobre a proposta americana. Segundo essas fontes, o plano também previa:

  • A remoção dos estoques de urânio enriquecido do Irã
  • A proibição permanente de mais enriquecimento de material para produção de armas nucleares
  • Restrições ao programa de mísseis balísticos iranianos
  • O fim do financiamento iraniano para grupos armados no Oriente Médio

Contexto geopolítico tenso

O Estreito de Ormuz permanece como ponto crítico no conflito, sendo uma rota vital por onde transitam aproximadamente 20% do petróleo e gás consumidos globalmente. A rejeição iraniana ocorre em meio a crescentes tensões regionais e representa um significativo revés para os esforços diplomáticos americanos.

A posição iraniana reflete uma estratégia de fortalecimento da soberania nacional e resistência às pressões externas, particularmente vindas dos Estados Unidos. O regime de Teerã demonstra assim sua determinação em controlar os termos de qualquer resolução do conflito, rejeitando o que considera ser uma imposição unilateral da administração Trump.

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