Irã atinge maior refinaria do Kuwait novamente com drones, causando incêndios e tensão regional
Irã atinge refinaria do Kuwait novamente com drones, causa incêndios

Irã atinge maior refinaria do Kuwait novamente com drones, causando incêndios e tensão regional

Um ataque com drones iranianos atingiu a maior refinaria de petróleo do Kuwait pelo segundo dia consecutivo nesta sexta-feira, 20 de março de 2026, provocando múltiplos incêndios dentro do complexo industrial e intensificando as tensões regionais no Oriente Médio. As chamas se espalharam por várias unidades da refinaria Mina al-Ahmadi, que processa cerca de 730 mil barris de petróleo todos os dias, levando a paralisações significativas nas operações.

Incêndios e medidas de segurança na refinaria

Uma equipe de bombeiros foi rapidamente enviada ao local na tentativa de conter os focos de fogo que se alastraram pelo complexo. A empresa nacional de petróleo do Kuwait informou que partes da refinaria foram desligadas como medida de segurança preventiva, visando evitar maiores danos e garantir a segurança dos trabalhadores. Embora não haja registro de vítimas humanas até o momento, a empresa não divulgou detalhes específicos sobre a extensão dos danos materiais causados pelo novo ataque.

O bombardeio ocorreu durante um período sensível, enquanto o país árabe celebrava o Eid al-Fitr, festa religiosa que marca o fim do mês sagrado muçulmano do Ramadã. Os militares kuwaitianos afirmaram que suas defesas aéreas estavam ativamente interceptando ameaças de mísseis e drones, mas não conseguiram evitar totalmente os impactos.

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Contexto de tensões regionais e ataques anteriores

Na quinta-feira, 19 de março, a refinaria de Mina al-Ahmadi já havia sido alvo de uma ofensiva anterior, que deu início aos incêndios e resultou no fechamento de várias unidades do complexo, conforme relatado pela agência oficial de notícias do Kuwait. Este segundo ataque em sequência representa uma escalada nas hostilidades, com o Irã intensificando suas ações contra refinarias no Golfo Pérsico.

Essa ofensiva iraniana vem como resposta direta a um bombardeio israelense realizado na quarta-feira, 18 de março, contra o campo de gás South Pars, localizado na parte iraniana do maior campo de gás natural do mundo, que é compartilhado com o Catar. O campo South Pars é responsável por aproximadamente 70% do fornecimento de gás natural para a população do Irã, e os ataques israelenses causaram focos de incêndio significativos na área.

Reações internacionais e envolvimento dos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que Washington não foi informado previamente sobre a ação militar israelense, mas emitiu uma ameaça direta, afirmando que os Estados Unidos destruiriam o campo South Pars se o Irã prosseguisse com os ataques contra território catari. Essa postura reforça o papel dos Estados Unidos como ator-chave no conflito regional.

Além disso, a Guarda Revolucionária Islâmica, exército ideológico do Irã, anunciou que também atingiu forças americanas estacionadas na base aérea de al-Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, bem como alvos em Israel. Em um desenvolvimento trágico, o porta-voz da Guarda Revolucionária, Ali Mohammad Naini, foi morto em ataques lançados conjuntamente pelos Estados Unidos e por Israel nesta mesma sexta-feira, conforme informou a televisão estatal iraniana.

Esses eventos destacam a crescente instabilidade na região, com ataques cruzados que ameaçam infraestruturas críticas de energia e elevam o risco de um conflito mais amplo, envolvendo múltiplas nações e afetando o mercado global de petróleo.

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