EUA anunciam investigação própria sobre confronto fatal entre militares cubanos e lancha da Flórida
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nesta quarta-feira (25) que o país realizará uma investigação independente sobre o incidente envolvendo militares cubanos e uma lancha com matrícula da Flórida. O anúncio ocorre no mesmo dia em que o Ministério do Interior de Cuba divulgou um comunicado afirmando que seus agentes mataram quatro pessoas da embarcação após um confronto.
Detalhes do incidente e versões conflitantes
Segundo o comunicado oficial do governo cubano, a embarcação foi detectada na manhã de quarta-feira a aproximadamente 2 quilômetros da costa do município de Corralillo, no norte da ilha. Uma unidade das Tropas Guardafronteiras, com cinco militares a bordo, se aproximou para identificar a lancha. Nesse momento, de acordo com a versão oficial, os ocupantes da embarcação abriram fogo contra os agentes cubanos.
O Ministério do Interior de Cuba relatou que, como consequência do confronto, quatro indivíduos descritos como "agressores" foram mortos e seis ficaram feridos. Os sobreviventes receberam atendimento médico, e o comandante da embarcação cubana também sofreu ferimentos.
Em contrapartida, Marco Rubio esclareceu aos repórteres que esta não era uma operação dos Estados Unidos e que pessoas do governo americano não estavam envolvidas. Uma autoridade do governo norte-americano, em declarações ao jornal The New York Times, afirmou que a embarcação é uma lancha civil utilizada por pessoas que desejam deixar Cuba, sem qualquer relação com as forças dos EUA.
Contexto de tensões internacionais
O incidente ocorre em um momento de aumento das tensões entre Cuba e os Estados Unidos. O presidente Donald Trump tem pressionado a ilha após determinar um embargo ao envio de petróleo ao país, medida que agravou a crise energética no território cubano.
Nesta quarta-feira, Cuba reafirmou sua disposição de proteger as águas territoriais, destacando que a defesa nacional é um pilar essencial para garantir a soberania e a estabilidade na região. As autoridades cubanas informaram que o caso segue sob investigação interna.
A investigação anunciada pelos Estados Unidos visa esclarecer os fatos e determinar a responsabilidade no confronto, que já gerou repercussões significativas nas relações bilaterais. Ambos os países mantêm posições firmes, com Cuba defendendo suas ações como legítima defesa e os EUA buscando transparência sobre o envolvimento de cidadãos americanos ou de embarcações registradas no país.



