Vídeo mostra cratera e destroços em Teerã após ataque conjunto de EUA e Israel
Cratera e destroços em Teerã após ataque de EUA e Israel

Vídeo exibe cratera e prédios destruídos no centro de Teerã após ataque aéreo

Um vídeo divulgado pela agência de notícias semioficial iraniana Mehr mostra uma grande cratera e edifícios completamente destruídos no centro de Teerã, capital do Irã. As imagens foram registradas após os ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel contra o país neste sábado, 28 de fevereiro de 2026.

Nas cenas, é possível observar socorristas trabalhando ao lado de escombros e uma densa coluna de fumaça cinza subindo ao céu. Em outro vídeo, também publicado pela Mehr, o som de uma explosão ressoa pela capital iraniana, evidenciando a intensidade dos bombardeios.

Alvos de alto perfil e resposta imediata do Irã

Os ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel tiveram como alvos principais o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. A informação foi inicialmente veiculada pela televisão estatal israelense KAN, citando fontes governamentais, e posteriormente confirmada por autoridades ouvidas pela emissora americana CNN.

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Além das figuras de liderança, os bombardeios também teriam mirado outras personalidades importantes do regime, incluindo o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Sayyid Abdolrahim Mousavi, o secretário do recém-criado Conselho de Defesa do Irã, Ali Shamkhani, e o secretário do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani.

Até o momento, não está claro se alguma figura importante do governo iraniano foi efetivamente atingida durante o ataque. Uma fonte com conhecimento do assunto revelou anteriormente à agência Reuters que Khamenei não estava em Teerã no momento dos bombardeios, tendo sido transferido para um local seguro. A mídia iraniana também noticiou que o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, encontra-se em segurança.

Resposta iraniana com mísseis e drones

Em resposta imediata aos ataques, o Irã lançou um contra-ataque a instalações militares americanas localizadas no Bahrein, no Kuwait e no Catar. Simultaneamente, o regime lançou mísseis e drones contra Israel, ampliando o conflito para além das fronteiras iranianas.

Ainda não há informações detalhadas sobre possíveis danos causados por esses lançamentos. O Ministério da Defesa do Catar afirmou que as Forças Armadas do país conseguiram derrubar vários mísseis antes que eles alcançassem seu espaço aéreo, demonstrando a tensão e a prontidão defensiva na região.

Contexto de negociações fracassadas e acúmulo militar

O ataque deste sábado ocorre após o fracasso da última rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã, vista como a possível última saída diplomática para evitar uma escalada militar. Sobre o tema, o ex-presidente americano Donald Trump afirmou: "sempre foi política dos Estados Unidos, em particular da minha administração, que esse regime terrorista jamais poderá ter uma arma nuclear".

Em sequência, Trump citou a guerra de junho de 2025, quando os Estados Unidos bombardearam instalações nucleares e militares iranianas durante o conflito entre Israel e Irã. Na quinta-feira anterior ao ataque, representantes dos dois países encerraram seis horas de negociações em Genebra sem avanço concreto sobre a principal exigência americana: o desmantelamento completo do programa nuclear iraniano.

Em um relatório reservado a seus 35 Estados-membros, a Agência Internacional de Energia Atômica afirmou que o Irã estocou parte de seu urânio altamente enriquecido em uma área subterrânea do complexo nuclear de Isfahan, no centro do país. Esta é a primeira vez que o órgão vinculado à ONU especifica o local onde o material com grau de pureza de até 60% estaria guardado.

O patamar de enriquecimento está tecnicamente próximo dos 90% considerados necessários para a produção de uma arma nuclear. A tensão em torno do programa nuclear iraniano se intensificou após a erosão do acordo firmado em 2015, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global, que impunha limites rígidos ao enriquecimento de urânio em troca do alívio de sanções.

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Desde a saída unilateral dos Estados Unidos do pacto, durante o primeiro mandato de Donald Trump, o Irã ampliou progressivamente seus níveis de enriquecimento e reduziu a cooperação com inspetores internacionais. Paralelamente, os EUA seguiam acumulando poderio bélico ao redor do Irã.

Na quarta-feira, 25 de fevereiro, Washington enviou uma dúzia de caças F-22 para a região, que já contava com dois porta-aviões, 12 contratorpedeiros e três embarcações de combate. Ao todo, os Estados Unidos reuniram sua maior força militar no Oriente Médio desde a invasão ao Iraque, em 2003, criando um cenário de alta tensão que culminou nos ataques deste sábado.