EUA e Israel realizam ataque coordenado contra o Irã em meio a complexa rede de alianças no Oriente Médio
Ataque de EUA e Israel ao Irã revela alianças complexas na região

Ataque coordenado de EUA e Israel ao Irã acende alerta geopolítico no Oriente Médio

Os Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, mais um movimento significativo no tabuleiro geopolítico do Oriente Médio. Esta região, uma das mais conflituosas do mundo desde meados do século XX, também abriga uma densa presença militar norte-americana, com dezenove bases distribuídas entre vários países.

Importância estratégica e histórico de relações

A presença militar dos EUA na região é um indicativo claro da importância estratégica que Washington atribui ao Oriente Médio. Ao longo das décadas, os americanos construíram uma série de alianças com nações locais, incluindo um período de cooperação com o próprio Irã antes da Revolução Islâmica de 1979.

Com o triunfo da revolução que derrubou o xá Mohammad Reza Pahlavi e instituiu o regime dos aiatolás, Teerã rompeu relações com os EUA. Desde então, os iranianos desenvolveram sua própria rede de apoio, principalmente entre grupos xiitas na região, muitas vezes através de organizações que atuam paralelamente aos Estados.

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Aliados dos Estados Unidos na região

Embora os EUA tenham construído uma sólida rede de apoio, o ataque ao Irã não é consensual entre seus aliados. Muitos estados pró-Washington se posicionaram contra uma guerra aberta por motivos próprios. Os principais aliados americanos incluem:

  • Israel: Principal aliado dos EUA no Oriente Médio, com compartilhamento de inteligência, tecnologia militar e armamento.
  • Arábia Saudita: Mantém laços estreitos com o Ocidente há décadas, com desavenças pontuais que nunca escalaram para conflito aberto. Como principal país sunita da região e controlador de Meca, tem uma rivalidade aberta com o Irã xiita.
  • Emirados Árabes Unidos: Cooperação militar e econômica robusta com os Estados Unidos.
  • Jordânia: Monarquia tradicionalmente aliada das potências ocidentais.
  • Bahrein: Aliado de primeira hora que abriga a Quinta Frota marítima dos EUA.
  • Kuwait: Aliado estratégico desde que os EUA defenderam o país da invasão iraquiana em 1990.
  • Egito: Recebe ajuda militar americana desde os anos 1970, embora não se alinhe automaticamente a Washington em todas as questões.

Aliados do Irã e atores regionais

Do lado iraniano, a rede de apoio inclui:

  • Iêmen (houthis): Controlado pelos houthis xiitas que recebem apoio militar de Teerã e realizam ataques ocasionais a Israel.
  • Hezbollah: Partido libanês xiita com milícia paramilitar que atua em forte aliança com o Irã, embora enfraquecido recentemente.
  • Hamas: Um dos raros aliados sunitas do Irã, compartilhando a aversão ao estado de Israel.
  • Paquistão: Embora não seja do Oriente Médio, costuma se alinhar ao Irã quando o vizinho é ameaçado.

Países neutros e bases militares americanas

Alguns países adotam posições deliberadamente neutras ou servem como mediadores:

  • Catar: Sede da maior base americana na região (Al Udeid), mas mantém canais com o Irã e busca papel de mediador.
  • Omã: Adota neutralidade pragmática como princípio diplomático central.
  • Iraque: Equilibra parceria com os EUA e relações normalizadas com o Irã através de políticos xiitas.

Os EUA possuem dezenove bases militares no Oriente Médio, sendo oito controladas diretamente pelo país e outras onze com presença de tropas e equipamentos. A maior delas fica no Catar, abrigando cerca de dez mil soldados. Outras bases, principalmente na Jordânia, têm sido utilizadas para acumular jatos de guerra para eventuais ataques contra o Irã.

Vale destacar que em janeiro, países da Península Arábica, incluindo Arábia Saudita, Jordânia e Emirados Árabes Unidos, proibiram o governo americano de utilizar seus espaços aéreos e terrestres para lançar ataques contra o Irã, demonstrando as complexidades e limites das alianças na região.

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