Romeu Zema afirma que não será vice e promete campanha ativa contra o PT
O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, descartou categoricamente nesta quarta-feira, 25 de setembro, a possibilidade de ser vice em uma eventual chapa eleitoral para as eleições de 2026. Durante agenda em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, Zema enfatizou que levará sua pré-candidatura até o final, rejeitando alianças que o coloquem em segundo plano.
Posicionamento firme e críticas ao PT
"Vou levar minha pré-candidatura até o final", declarou Zema, acrescentando que, embora honrado por ser lembrado para possíveis alianças, suas propostas e estilo político são distintos dos demais candidatos. O político mineiro, que renunciou ao governo de Minas Gerais no último domingo, 22 de setembro, para dedicar-se à pré-campanha presidencial, reforçou seu compromisso em apoiar qualquer candidato da direita caso não avance ao segundo turno.
Zema foi incisivo ao afirmar que pretende fazer uma campanha ativa contra o Partido dos Trabalhadores (PT), classificando-o como "o freio de mão do Brasil". Segundo ele, o PT impede o avanço econômico e social do país, com ideias que remontam às décadas de 50 e 60. "Quando não mudarmos esse cenário aqui, o Brasil não avança", ressaltou, prometendo replicar o apoio dado em 2022 a candidatos oposicionistas.
Agenda em Ribeirão Preto e conexões familiares
Em visita à cidade de Ribeirão Preto, Zema cumpriu dois dias de agenda, incluindo uma passagem pelo prédio da EPTV, afiliada da TV Globo. Ele destacou a importância simbólica de iniciar sua pré-campanha na região, onde seu avô nasceu e seu bisavô se estabeleceu após imigrar da Itália. "Ribeirão sempre esteve presente na história da minha família e é uma das regiões mais dinâmicas do Brasil", comentou, enfatizando a boa aceitação dos mineiros na área.
À tarde, o político seguiu para Franca, também no interior paulista, dando continuidade a sua jornada pelo país. Zema anunciou sua intenção de concorrer à Presidência em agosto do ano passado, e as eleições estão marcadas para 4 de outubro deste ano.
Confiança e perspectivas eleitorais
A seis meses das eleições, Zema expressou confiança em seu crescimento nas pesquisas, comparando sua situação atual com a campanha para governador em 2018. "Em 2018, em março, eu tinha 1% das intenções de voto. Estou em uma condição muito melhor esse ano, com 4% a 5%", afirmou. Ele acredita que, à medida que percorrer o Brasil, haverá uma mudança expressiva nesses números, destacando seu plano de mostrar as propostas dele e do partido Novo de forma intensiva.
Com a renúncia ao governo mineiro, Zema deixa o cargo para o vice, Mateus Simões, e foca totalmente na disputa presidencial. Sua estratégia inclui não apenas apresentar suas ideias, mas também mobilizar o eleitorado contra o PT, posicionando-se como uma alternativa de direita no cenário político brasileiro.



