Zema critica proposta de fim da escala 6x1 e chama ministros do STF de 'frutas podres'
Zema critica fim da escala 6x1 e chama STF de 'frutas podres'

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (NOVO), classificou como 'populismo' a proposta de extinguir a escala de trabalho 6x1, que garante uma folga semanal. A declaração foi feita nesta sexta-feira (24), durante entrevista à Rádio Bandeirantes, em Goiânia. Na ocasião, Zema também direcionou críticas severas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), referindo-se a três deles como 'frutas podres'. Atualmente, quatro projetos sobre o tema tramitam no Congresso Nacional, incluindo um enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Críticas à proposta e defesa de modelo flexível

Zema afirmou que 'uma medida dessa não deveria nunca ser analisada, proposta num ano eleitoral. Populismo puro'. O pré-candidato defende que o Brasil adote um modelo semelhante ao dos Estados Unidos e de outros países, com remunerações proporcionais à carga horária, permitindo que trabalhadores e empregadores escolham entre diferentes jornadas. 'O que eu tenho falado é o seguinte: além da CLT, eu tenho um regime de trabalho aqui por horas. Igual a maioria dos países têm. O brasileiro é que vai escolher. Eu vou fazer um contrato de 20, 30, 40, 50 horas. Isso é o que nós precisamos', declarou.

Ataques ao STF e referência a escândalo bancário

Durante a entrevista, Zema associou o STF, em mais de um momento, aos episódios do escândalo envolvendo o Banco Master, cujo ex-dono é Daniel Vorcaro. A instituição foi liquidada pelo Banco Central em março. O pré-candidato não poupou críticas à Corte, chamando três ministros de 'frutas podres', sem especificar nomes. A declaração gerou repercussão no meio político e jurídico.

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Zema, que é filiado ao Partido Novo, busca consolidar sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto. Suas declarações sobre a escala 6x1 e o STF refletem o tom de sua campanha, que mescla críticas ao governo Lula e ao Judiciário. A proposta de flexibilização da jornada de trabalho, no entanto, divide opiniões entre especialistas e sindicatos, que temem precarização das relações trabalhistas.

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