Análise da PEC do fim da escala 6×1 é adiada na CCJ da Câmara
A apreciação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6×1 foi adiada nesta terça-feira, 15 de abril de 2026, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. O motivo foi um pedido de vista apresentado por um parlamentar, o que suspende temporariamente a discussão do texto.
Expectativa de votação na última semana de abril
De acordo com informações dos corredores do Congresso Nacional, a expectativa é que a PEC seja apreciada na última semana de abril. Isso ocorre porque os trabalhos legislativos devem ficar esvaziados na próxima semana em função de um feriado, o que reduz a presença de deputados e a capacidade de deliberação.
A proposta, que tem gerado debates intensos no âmbito da legislação trabalhista, busca modificar a Constituição Federal para proibir a escala de seis dias de trabalho seguidos por um dia de descanso, conhecida como 6×1. Defensores argumentam que a mudança é necessária para garantir melhores condições de trabalho e bem-estar aos empregados, enquanto críticos alertam para possíveis impactos econômicos e na flexibilidade do mercado.
Contexto e próximos passos
A CCJ é a principal comissão da Câmara responsável pela análise de matérias constitucionais, e sua aprovação é um passo crucial para que a PEC avance no processo legislativo. Após a apreciação na comissão, o texto seguirá para o plenário da Câmara, onde precisará ser votado em dois turnos antes de ir ao Senado Federal.
Especialistas em direito trabalhista destacam que, se aprovada, a PEC poderá representar uma significativa transformação nas relações de emprego no Brasil, alinhando o país a tendências internacionais de redução da jornada de trabalho. No entanto, o caminho até a promulgação ainda é longo, dependendo de consensos políticos e negociações entre os partidos.
Enquanto isso, sindicatos e entidades patronais acompanham de perto os desdobramentos, preparando-se para eventuais audiências públicas e manifestações. A última semana de abril promete ser decisiva para o futuro desta proposta, que já mobiliza opiniões divergentes em todo o território nacional.



