Tereza Cristina diz estar preparada para ser vice de Flávio Bolsonaro e defende indulto ao ex-presidente
Tereza Cristina pronta para vice de Flávio Bolsonaro e defende indulto

Tereza Cristina se diz preparada para possível candidatura a vice na chapa de Flávio Bolsonaro

Recentemente, Tereza Cristina, líder do PP no Senado, recebeu uma chamada preocupada de sua filha, que estava nos Estados Unidos. A pergunta era direta: "Mãe, que história é essa de você ser candidata a vice?". A congressista sul-mato-grossense acalmou a filha, garantindo que tudo ainda era mera especulação, assim como ocorreu em 2022, quando seu nome foi ventilado para compor a chapa ao lado do então presidente Jair Bolsonaro.

Produtora rural e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina é considerada uma parlamentar de perfil moderado e goza do respeito dos empresários do agronegócio. Em entrevista exclusiva, ela revelou que não foi consultada formalmente sobre a possibilidade de ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro, mas não esconde seu alinhamento com as propostas defendidas pelo pré-candidato oposicionista.

Alinhamento político e defesa de indulto

"Me sinto honrada com isso. Também me sinto preparada, mas isso não depende da minha vontade", afirmou a senadora, destacando que ser vice-presidente não é seu "sonho de consumo". Ela avalia que há grande chance de o PP apoiar Flávio Bolsonaro, embora isso ainda não esteja oficializado.

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Sobre os eventos de 8 de janeiro, Tereza Cristina expressou dúvidas: "Para uns, sim, para outros, não. Houve manifestações de um grande número de pessoas Brasil afora. Não foi só em Brasília". Ela defendeu um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentando que qualquer prisão para quem foi presidente da República é ruim, seja na Papuda ou em casa com tornozeleira eletrônica.

Críticas ao governo Lula e defesa do agronegócio

A senadora foi incisiva ao criticar a política agrícola do governo Lula: "Este governo não valoriza o setor como deveria. Quem puxou o PIB do Brasil em 2025 foi o agronegócio, de novo". Ela destacou as dificuldades de crédito, a falta de infraestrutura e a ausência de seguro rural, atribuindo essa postura a um "ranço burro".

"O governo prefere dar atenção ao MST, um movimento social que nunca vi produzir nada, que invade terra, que entra em propriedades, dizima pesquisas", disparou Tereza Cristina, reforçando sua defesa intransigente do setor agropecuário.

Propostas e visões conservadoras

A parlamentar se mostrou favorável a algumas bandeiras da oposição:

  • Fim da reeleição para presidente e governadores
  • Retorno do financiamento privado de campanhas com regras claras
  • Redução da maioridade penal (com ressalvas para estudos mais aprofundados)

Sobre o financiamento eleitoral, ela argumentou: "Sou do agro. Nada mais natural que o agro possa doar para quem defende o setor. Seria muito saudável voltar a permitir a doação de empresas".

Questões de gênero e machismo na política

Tereza Cristina relatou ter enfrentado discriminação no Senado por ser mulher: "A política é o mundo mais machista que eu já vivi. Às vezes você fala e o homem não deixa você falar". Ela defendeu a necessidade de programas específicos para mulheres, incluindo combate à violência, igualdade salarial e acesso a creches.

Impactos do acordo Mercosul-União Europeia

Como relatora do acordo comercial no Senado, a parlamentar previu impactos positivos:

  1. Aumento gradual do PIB brasileiro
  2. Participação de empresas brasileiras em licitações internacionais
  3. Exportação de tecnologia bancária digital
  4. Diversificação de produtos nas prateleiras

A entrevista revelou uma política conservadora, alinhada com setores do agronegócio e disposta a assumir posições de destaque na oposição ao governo atual. Tereza Cristina se apresenta como uma figura preparada para possíveis desafios eleitorais, mantendo sua base de apoio no campo e sua influência no Congresso Nacional.

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