Em uma derrota histórica, o Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A notícia repercutiu amplamente na imprensa internacional, que classificou o placar como um duro golpe político para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Placar da votação
Messias foi rejeitado por 42 votos a 34, com uma abstenção, em votação secreta no plenário do Senado. O indicado de Lula precisava de ao menos 41 dos 81 votos, a maioria absoluta, para ser aprovado. A última vez que o Senado brasileiro rejeitou um nome para o STF foi em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto.
Repercussão internacional
The Washington Post
O jornal norte-americano The Washington Post afirmou que o Senado impôs um duro golpe político a Lula. Destacou que essa foi a primeira rejeição em mais de 130 anos, desde que o segundo presidente do Brasil, Floriano Peixoto, estava em desacordo com os parlamentares.
Bloomberg
A agência de notícias Bloomberg classificou o resultado como um "duro revés" para Lula, que busca a reeleição. A reportagem explicou que Messias, um dos principais assessores jurídicos de Lula e proeminente cristão evangélico, fazia parte de um esforço para alcançar o grupo religioso e político em rápido crescimento. A derrota, segundo a Bloomberg, deve agravar as tensões entre o governo e o Legislativo.
Reuters
A agência Reuters noticiou que o episódio representa uma "derrota pesada" para Lula. O governo montou um esforço de articulação sem precedentes para tentar garantir a aprovação de Messias, após reação negativa de parlamentares à indicação feita em novembro. A agência destacou que a indicação irritou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que pressionava por outro nome.
SIC Notícias
A emissora portuguesa SIC Notícias também classificou a rejeição como uma "derrota histórica". Lembrou que Messias passou por uma sabatina de mais de oito horas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e fez sinalizações conservadoras para tentar conquistar votos da direita e extrema-direita, mas não foi suficiente.
Infobae
O site argentino Infobae destacou que a decisão do Senado é um fato inédito na história recente do país. A derrota obriga Lula a apresentar um novo nome, que terá de passar novamente por todo o processo de avaliação e votação. A oposição defende que a vaga seja preenchida após as eleições, influenciando o cenário político.
A rejeição de Messias é vista como um sinal de fragilidade do governo Lula, que enfrenta um Legislativo dominado por forças de direita e centro-direita. A expectativa agora é sobre o próximo nome a ser indicado e o impacto nas eleições presidenciais.



